A medida que vou assistindo aos filmes vou comentando ... pretendo colocar aqui, além das minha opiniões sobre o filme, alguns dados técnicos. Tudo para facilitar a tua vida quando pensar em ver um filme!
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Star Trek : Série Original

Informações Técnicas:
Título Original: Star Trek
País de Origem: EUA
Gênero: Sci-Fi
Ano de Lançamento: 1966
Estúdio/Distrib.: Paramount Television
Criador: Gene Roddenberry
Elenco:

          Capitão James T Kirk ... William Shatner
          Sr. Spock ... Leonard Nimoy
          Dr. McCoy ... DeForest Kelley
          Eng. Scott ... James Doohan
          Sr. Sulu ... George Takei
          Tenente Uhura ... Nichelle Nichols
          Tenente Chekov ... Walter Koenig
          Enfermeira Christine Chapel ... Majel Barrett


Sinopse:

Estamos no século XXIII e estas são as aventuras da nave estelar USS Interprise (NCC 1701), uma nave da Federação Unida dos Planetas, em uma missão pela Galáxia. A Interprise é comandada pelo capitão Kirk (William Shatner); seu primeiro oficial e amigo, Spock (Leonard Nimoy), do planeta Vulcano; e pelo médico chefe Dr. McCoy (DeForest Kelley). As histórias giram basicamente em torno destes personagens, com várias demonstração de amizade, além de inovadores (para a época) conceitos humanistas e pacifistas. 

O que achei:
"Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos... para explorar novos mundos... para pesquisar novas vidas... novas civilizações... audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve."

E assim começa todos os episódios da série, além de uma musiquinha típica e inconfundível! Acabei de rever a série completa, são três temporadas, e não poderia deixar de falar alguma coisa aqui ... Afinal foram alguns meses fazendo isso nos intervalos! Logo de início já se percebe grandes inovações, a tripulação é composta de várias membros de países que na época não seriam amigos, além de terem mulheres em posição de destaque e uma negra - totalmente inusitado para época. Inclusive, eram tantas inovações que o episódio piloto foi rejeitado! Motivo: tinha uma mulher como segundo em comando (mesma atriz que, depois, interpretou a enfermeira Chapel); o enredo era muito cerebral (característica, em menor grau, mantida até o final da série); e haviam um personagem com aparência demoníaca (Spock, foi mantido e acabou se transformando no maior sucesso da franquia). Quem sabe como vingança de Gene Roddenberry, no final da segunda temporada algumas cenas deste piloto rejeitado foram utilizados em um outro episódio. 


O elenco era composto por ilustres desconhecidos, com poucas exceções, ninguém teve papéis na TV ou no cinema ... e mesmo as exceções tinham pontas em outras séries ou filmes da época. Isso mudou por completo. Além da série, o núcleo básico, ainda estrelou sete filmes sucesso de bilheteria! A excelente aposta nos atores foi facilitada pela personalidade de cada um ser realmente próxima a de seu personagem ... ou será que eles acabaram se misturando? Leonard Nimoy, a meu ver, era o maior destaque. Nunca o achei sexy, mas li que se tornou um símbolo sexual no final da década de 60 ... tanto que os últimos episódios da série seu personagem já é mais pegador! Não tanto quanto o personagem de William Shatner, um impulsivo mulherengo.

Os efeitos especiais são praticamente nulos, mesmo para época. Não existia grandes investimentos, pois o projeto não agradava os grandes financiadores. Muitas cenas foram rodadas em estúdios "emprestados" de outras produções da Paramount ... além de 99% dos planetas visitados terem praticamente a mesma cara (rochas, vegetação rastreira, uma caverna). O figurino era original, pelo menos da tripulação, porém os "ETs" nem tanto - alguns vinham de uma civilização estilo romana; outros de cowboys; e assim por diante. Os apetrechos são bem originais, um deles até premeditando os atuais celulares! Mais com certeza o maior destaque foi o roteiro, algo completamente novo, até para os dias atuais. As ideias pacifistas e ati-religiosas são nítidas, também dá para perceber alguns conceitos socialistas. Além de retratar as civilizações xenofóbicas, preconceituosas e belicistas como retrógradas e inferiores intelectualmente ... agora imaginem tudo isso nos Estados Unidos da década de 60 (durante a Guerra Fria)! Claro que também era extremamente machista, visto que as mulheres tinham um papel secundário e todas as beldades estavam praticamente de biquinis ;). 

A série também é conhecida por suas diversas inovações culturais e quebras de paradigmas: primeiro beijo inter-racial na TV americana; utilizou o serviço de vários escritores de ficção científica para criar roteiros dos episódios; tratamento de assuntos sérios e contemporâneos com um senso de humor britânico; e muito mais. As curiosidades são muitas e não caberiam todas aqui ... mas vale a olhada na Wikipédia ou uma busca pela internet! 


"Vida longa e próspera."

ps.: nem vou falar dos fãs loucos da série - os trekers - pois os caras são loucos ... e, embora eu goste bastante, confesso que ainda prefiro Star Wars!

Veja sem dúvida, e reveja sempre! Um clássico do Sci-Fi mundial!

Nota: 10,0


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Vingador do Futuro

Informações Técnicas:
Título Original: Total Recall
País de Origem: EUA / Canadá
Gênero: Sci-Fi / Ação
Ano de Lançamento: 2012
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Diretor: Len Wiseman
Roteirista: Kurt Wimmer e Mark Bomback
Elenco:

          Douglas Quaid / Hauser ... Colin Farrell
          Lori Quaid ... Kate Beckinsale
          Melina ... Jessica Biel
          Cohaagen ... Bryan Cranston
          Harry ... Bokeem Woodbine
          Matthias ... Bill Nighy
          McClane ... John Cho

Sinopse:

Doug Quaid (Colin Farrell) leva uma vida pacata, mora na Colônia, trabalha em uma fábrica na Bretanha Unida e é casado com a bela Lori (Kate Beckinsale). Um dia, resolve visitar a Rekall, uma empresa que oferece aos clientes a inserção de memórias, simulando viagens que não aconteceram de verdade. Doug se submete ao tratamento, mas durante a inserção algo dá errado e ele logo se vê cercado por policiais, os quais mata sem dó nem piedade. Sem saber o que está acontecendo, Doug foge para casa. Lá descobre que Lori também está contra ele e deseja matá-lo. Após escapar da esposa, Doug começa a decifrar o enigma: no passado ele foi um importante agente do chanceler Cohaagen (Bryan Cranston), com ligações entre os rebeldes que desejam a liberdade da Colônia.

O que achei:

Bem, um remake de um clássico ... embora, confesso, nunca fui um fanático pela versão original de 1990. Este eu achei muito mais provável ... afinal, nunca engoli aquele papo de Marte e muito menos o final do filme de 1990! O diretor é mais conhecido pelos filmes Anjos das Noite (2003) e por Duro de Matar 4.0 (2007), e aqui trouxe toda a ação e as lutas corporais destas experiências. As cenas são extremamente rápidas, com muita correria e tiros! Os roteiristas são bastante ecléticos, com trabalhos em drama e ação, o que possibilitou um roteiro tão dinâmico quanto as cenas, mas sem esquecer as tramas ... as falas são bem elaboradas e diretas, sem grandes blá-blá-blá (típico do filme de 1990). Inclusive, o filme atual faz algumas "brincadeiras" para quem conhece o anterior ... reparem! Outra coisa, a crítica especializada comenta que este atual está mais fiel ao livro, mas não li (ainda) e não posso afirmar a mesma coisa.

O elenco foi bem escolhido, Colin Farell está ótimo em seu papel ... com certeza deu uma hiper-atrofiada mas não perdeu a agilidade. Kate Beckinsale está muito parecida com seus papeis nos filmes Anjos da Noite, o que ela faz muito bem, mas não trouxe nenhuma novidade. Já Jessica Biel está em um mundo completamente diferente do seu usual ... e ela foi extremamente bem, diria que foi o destaque desta produção, soube juntar sensualidade com ação de forma perfeita! Os efeitos especiais são excepcionais, diria que são dignos de Oscar (vamos ficar de olho) ...  impossível não ficar apreensivo com as cenas de perseguição de "carro". A interação humano-efeitos está muito bem realizada também, permitindo uma imersão completa na história. Resumo da ópera: excelente filme de ficção, com muita ação e cenas dinâmicas ... possivelmente os saudosistas vão preferir o anterior, mas com certeza este é cem vezes melhor!

Veja, diversão garantida.

Nota: 9,0

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vizinhos Imediatos do 3º Grau

Informações Técnicas:
Título Original: The Watch
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Ano de Lançamento: 2012
Estúdio/Distrib.: Fox Filmes
Diretor: Akiva Schaffer
Roteirista: Jared Stern, Seth Rogen  e Evan Goldberg
Elenco:

          Evan ... Ben Stiller
          Bob ... Vince Vaughn
          Franklin ... Jonah Hill
          Jamarcus ... Richard Ayoade
          Abby ... Rosemarie DeWitt
          Sgt. Bressman ... Will Forte
          Chelsea ... Erin Moriarty

Sinopse:

Moradores de um vilarejo pacato, Evan (Ben Stiller), Bob (Vince Vaughn), Franklin (Jonah Hill) e Jamarcus (Richard Ayoade) estão revoltados com a onda de assassinatos que ocorre no local. Diante da imobilidade dos policiais, eles decidem formar uma patrulha de vizinhos para encontrarem de uma vez por todas o responsável pelos crimes. Mas eles mal sabem que existem alienígenas infiltrados entre os cidadãos, e que a batalha para manter a paz na cidade será também um desafio interplanetário, entre humanos e extraterrestres.

O que achei:

Quando vi o trailer decidi que queria muito ver este filme, ainda mais contando com a dupla Stiller e Vaughn que, desde Com a Bola Toda (2004), veem fazendo uma boa comédia juntos. E considerando que o diretor tem sua carreira muito associada ao Saturday Night Live (SNL) americano, dirigindo e roteirizando várias esquetes, não podia ser melhor. Logo fui assistir ao filme sabendo qual estilo de humor esperar ... nada pastelão e muito menos cabeça, um meio termo mesmo, tipo stand up mesmo, com tiradas espirituosas e referencias do cotidiano. Os roteiristas também seguem esta linha, especialmente Seth Rogen e Evan Goldberg, com vários trabalhos juntos - o primeiro é mais conhecido como ator, mas já roteirizou até episódios de Os Simpsons! Por todos estes pontos, era de se esperar que o enredo ficasse interessante, e ficou mesmo. Porém, as várias referencias a outros filmes de invasão alienígena atrapalha um pouco o bom andamento da história. Já as cenas são bem dinâmicas e com um enquadramento curioso, para o estilo, eu digo, pois no fundo da cena não ocorre nada - o que não é comum para comédias, onde o mais engraçado sempre ocorre no fundo!

O elenco já é consagrado, com Ben Stiller e Vince Vaughn reeditando uma parceria de sucesso, embora aqui não creio que tenham ido bem. Na verdade, Stiller está tão burocrático na interpretação que arrisco dizer que fez o filme por obrigação, e se arrependeu na segunda cena. Por outro lado, Jonah Hill estava muito bem, fugiu do seu estilo bem largado e meio dopado ... na verdade, o dopado continua junto com o maníaco! As melhores cenas de comédia contam com sua participação, sem dúvida. Gostei de ver Richard Ayoade novamente - lembro dele de uma séria britânica sobre profissionais de TI, The IT Crowd (2006) - embora aqui ele tenha sido apenas razoável, no máximo. Os efeitos especiais são excelentes, a interação humano-alien está totalmente convincente .. assim como as mortes! O enxame de aliens, por exemplo, me lembrou os melhores filmes de sci-fi que já vi. Acredito que é mais um filme de ação / sci-fi com pitadas de comédia, do que comédia pura ... e isso pode atrapalhar um pouco, atraindo o público com o "espirito" errado!

Veja, mas se prepare para ação e comédia  no estilo SNL!

Nota: 6,5 (só porque esperava mais, especialmente depois de ver o trailer)

sábado, 10 de novembro de 2012

Looper - Assassinos do Futuro

Informações Técnicas:
Título Original: Looper
País de Origem: EUA
Gênero: Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2012
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes
Diretor: Rian Johnson
Roteirista: Rian Johnson
Elenco:

          Joe ... Joseph Gordon-Levitt
          Velho Joe ... Bruce Willis
          Abe ... Jeff Daniels
          Sara ... Emily Blunt
          Cid ... Pierce Gagnon
          Seth ... Paul Dano
          Kid Blue ... Noah Segan
          Suzie ... Piper Perabo
          Esposa do Velho Joe ... Qing Xu

Sinopse:

Kansas City, 2074, viagens no tempo são uma realidade, mas estão apenas disponíveis no mercado negro. Seu principal cliente é a máfia, que costuma enviar ao passado pessoas que deseja que sejam eliminadas, já que é bastante complicado se livrar dos corpos no futuro. Em 2044, os responsáveis por estes assassinatos são os loopers, organização a qual Joe (Joseph Gordon-Levitt) faz parte. Um dia, ao realizar mais um serviço corriqueiro, ele descobre que seu alvo é a versão mais velha de si mesmo (Bruce Willis), trazida em viagem no tempo por ter se tornado uma séria ameaça à máfia no futuro.

O que achei:

Lendo a sinopse pensei este é um filme de ficção científica que quero muito ver, com o trailer eu me empolguei mais ainda! O roteirista/diretor é praticamente um iniciante, este é seu segundo longa, mas já conta com grandes sucessos, incluindo Vigaristas de 2008. Pessoalmente achei que o enredo foi bem criativo, e olha que a ideia de viagem no tempo já foi explorada quase a exaustão nos anos 80 e 90. Este não é um filme que explique detalhes de como ista viagem é realizada, porém se dedica à ideia de alterar o passado para mudar o futuro. De forma geral, lembra um pouco a Exterminador do Futuro (1984) misturado com Colheita Maldita (1984), ou seja, aquela atmosfera sombria, personagens depressivos e uma criança no mínimo estranha. As cenas de ação são muito bem feitas, com muitos tiros e sangue para todo lado, impossível não ficar preso à história e querendo ver mais um pouco!

O elenco conta com atores consagrados e outros que já são destaque atualmente, Bruce Willis está ótimo em seu papel típico (exceto que aqui não é um policial, mas dá tiro para todos os lados). Jeff Daniels, o eterno Loide de Debi & Loide (1994), está do mal, muito do mal ... se eu for pensar em um chefe da máfia do futuro, agora eu pensaria nele. Porém o grande destaque, com certeza, foi Joseph Gordon-Levitt, o cara simplesmente foi o Bruce Willis! Desde o começo do filme, você olha para ele e vê o Bruce ... excelente interpretação. Também foi excepcional nas cenas de ação ... na verdade, depois de 50% ele vem se destacando, lá ele não foi tão bem assim! Os efeitos especiais são de qualidade superior, dignos de Oscar, adorei especialmente as motos estilos Star Wars (acho que usaram os mesmos sins também!). Resumo da ópera: quer ver uma ficção com muita ação? Este é seu filme!

Veja, e se divirta!

Nota: 9,0


domingo, 4 de novembro de 2012

Deu a Louca nos Nazis

Informações Técnicas:
Título Original: Iron Sky
País de Origem: Finlândia / Alemanha / Austrália
Gênero: Sci-Fi / Comédia
Ano de Lançamento: 2012
Estúdio/Distrib.: Focus Filmes
Diretor: Timo Vuorensola
Roteirista: Johanna Sinisalo e Jarmo Puskala
Elenco:

          Renate Richter ... Julia Dietze
          James Washington ... Christopher Kirby
          Klaus Alder ... Götz Otto
          Wolfgang Kortzfleisch ... Udo Kier
          Vivian Wagner ... Peta Sergeant
           Presidente dos EUA ... Stephanie Paul
           Doutor Richter ... Tilo Prückner

Sinopse:

A Segunda Guerra Mundial está chegando ao fim e os nazistas buscam alternativas para escapar da derrota eminente. Quando um grupo de cientistas do Terceiro Reich consegue desenvolver uma tecnologia revolucionária de controle da gravidade, e conseguem lançar para o espaço a base Schwarze Sonne (Sol Negro), que ficará em um ponto estratégico para preparar um novo ataque contra os Aliados - a Lua! No ano de 2018 os EUA, depois de mais de 30 anos, estão realizando uma missão tripulada à Lua. O que eles não esperavam era encontrar uma base nazista logo que colocaram os pés no satélite. Para o líder dos Nazis, o Führer Lunar (Udo Kier), este é o estopim para que o tão esperado projeto de retorno à Terra tenha início. E a coisa fica engraçada quando os Nazis chegam aos EUA, que estão em plena corrida eleitoral, e o governo trata a ação militar como um golpe de marketing de um dos candidatos. Agora, o Quarto Reich terá que provar que está falando sério e que eles realmente querem dominar o mundo!

O que achei:

Só pela sinopse você já percebe que é um filme completamente inédito! Sim, ultimamente tem surgido alguns filmes alemães tratando do tema Nazismo, mas com humor, ainda não tinha visto. Este é o primeiro longa do diretor e também dos roteiristas, e já começaram bem! O enredo é interessante, trazendo situações diferentes do esperado, em outras palavras, totalmente non sense. Imagina uma base militar nazista no lado escuro da Lua, com a tecnologia pouco mais evoluída do que havia em 1945 - pense que cada computador ocupava uma sala inteira ... e então aparece um astronauta negro com o celular ai-alguma-coisa! Choque cultural e tecnológico, no mínimo. A história tem falhas, especialmente na solução final para a invasão, porém a seu favor temos as falas bem elaboradas e a fotografia com aquele ar novo-antigo, no estilo de Capitão Sky e o Dia de Amanhã (2004). Achei bem bolado a ideia de utilizar a propaganda alterada dos fatos e só mostrar um dos lados da história, muito utilizada durante a Alemanha Nazista ... e até hoje!

O elenco é de grandes desconhecidos, pelo menos por estas bandas. Bem, temos a exceção de Udo Kier, que sempre interpreta vampiros ... e aqui até parecia um mesmo! E quem sabe você se lembre de Christopher Kirby, que vez  dois da trilogia Matrix, mas sem um papel de destaque. As interpretações foram medianas, sem grandes atuações, mas conseguiram manter o viés cômico da obra. Acho que a melhor de todos foi a Julia Dietze, conseguiu passar todo a inocência que o papel pedia, sem deixar de ser sensual e firme em seus ideias - nazistas ... mas enfim! Os efeitos especiais estão bem convincente e integrados nas cenas, claro que não é um blockbuster, mas ficaram bem. O filme faz várias referencias, desde Independence Day (1996) a A Queda - As Últimas Horas de Hitler (2004), identificá-los também é interessante. Resumo da ópera: uma comédia não tão hilária, porém divertida, com um final padrão.

Veja, mas não espere de mais!

Nota: 8,0


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Fallig Skies

Informações Técnicas:
Título Original: Fallig Skies
País de Origem: EUA
Gênero: Sci-Fi / Série
Ano de Lançamento: 2011
Estúdio/Distrib.: Canal TNT
Criadores: Robert Rodat
Elenco:

          Tom Mason ... Noah Wyle
          Hal Mason ... Drew Roy
          Ben Mason ... Connor Jessup
          Matt Mason ... Maxim Knight
          Anne Glass ... Moon Bloodgood
          Capitão Weaver ... Will Patton
          Margaret ... Sarah Carter
          Lourdes ... Seychelle Gabriel
          Pope ... Colin Cunningham
          Anthony ... Mpho Koaho
          Dai ... Peter Shinkoda

Sinopse:

Uma surpreendente invasão alienígena destruiu a Terra, mas não conseguiu abalar o espírito humano. Os sobreviventes se reuniram em acampamentos e formaram grupos de resistência para combater a ameaça. Em Boston, Massachusetts, formou-se o 2º Mass, um dos tantos grupos que lutam para proteger os civis e recuperar a paz. Faz parte do grupo Tom Mason (Noah Wyle), um professor universitário de história que utiliza todos os seus conhecimentos para gerar estratégias e lutar contra os aliens. Seu maior objetivo é proteger os seus três filhos: Hal (Drew Roy), Ben (Connor Jessup) e Matt (Maxim Knight). O plano dos aliens é desconhecido, mas os humanos não se dão por vencidos. Superados em número, eles tentam arruinar as estratégias dos invasores para obrigá-los a abandonar o planeta. Eles ainda lutam para resgatar as crianças sequestradas. No comando do grupo de resistência 2º Mass está o capitão Weaver (Will Patton). A médica pediatra Anne Glass (Moon Bloodgood) e Lourdes (Seychelle Gabriel) trabalham no cuidado com os feridos. O rebelde John Pope (Colin Cunningham), Margaret (Sarah Carter), Dai e Anthony (Mpho Koaho) levam adiante as missões contra os Mechs e os Skitters.  

O que achei:

Lendo os créditos da série vemos o nome de Steven Spielberg, o que já diz muito do que esperar! Afinal o cara entende de alienígenas ... e de efeitos especiais (DreamWorld), por isso mesmo comecei a assistir esta série. Logo de início percebemos uma coisa diferente: a invasão já ocorreu, e os humanos estão tentando recuperar o planeta perdido! Deste ponto várias histórias interessantes aparecem, e os dilemas humanos, sem falar no pior de cada um que fica mais e mais evidente! O roteiro do piloto foi escrito pelo criador da série, um camarada que traz no currículo filmes como O Resgate do Soldado Ryan (1998) e O Patriota (2000) ... altíssimo nível! O enredo se foca na família Mason e na 2º Mass e, com o passar dos episódios, vamos entrando em contato com as várias raças de alienígenas e começamos a entender um pouco mais como eles pensam ... ou não!


O elenco conta com o veterano Will Patton, em uma interpretação bastante humana de um capitão do exército que se vê forçado a dividir o poder com um civil, um professor de história! Professor este interpretado por Noah Wyle - lembro dele como Steve Jobs no filme Piratas do Vale do Silício (1999) - aqui ele está com um personagem bem profundo e cheio de moralismo ... seria a razão dentro deste grupo tão eclético. Mas para mim o melhor é Colin Cunningham, seu personagem Pope é o mais carismático ... embora tenha uma história bastante sombria e violenta!  De forma geral, em cada episódio um ator se destaca, ou não, e o pior destaque em interpretação, para mim, é de Seychelle Gabriel, não sei explicar, mas sua personagem não me agrada e muito menos sua apresentação na série! Por outro lado Sarah Carter cresceu tremendamente dentro da série, passando inclusive a ser considerada no núcleo principal.

Os efeitos especiais, pense que são da DreamWorld, são geniais, lógico! Os aliens são muito bem feitos; desde os Mechs - máquinas blindadas super armadas e poderosas - até os Skitters - aliens bióticos, parece serem os chefes dos Mechs. No final da primeira temporada, quando Tom se encontra com o chefão alienígena, dentro de uma nave alien, temos uma cena que é praticamente real! (sim um pouquinho de spoiler, mas nada sério). As batalhas entre humanos e aliens não muito bem feitas ... deixando um certo clima de apreensão no ar! 


Para quem gosta de ficção é um prato cheio!!! Veja com certeza.

Nota: 9,0 (só porque alguns episódios, especialmente da 2ª temporada, foram bem fracos!)


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A Ressaca

Informações Técnicas:
Título Original: Hot Tub Time Machine
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia / Sci-Fi 
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Diretor: Steve Pink
Roteirista: Josh Heald e Sean Anders
Elenco:

          Adam ... John Cusack
          Jacob ... Clark Duke
          Nick ... Craig Robinson
          Lou ... Rob Corddry
          Phil ... Crispin Glover
          Zelador do Hotel ... Chevy Chase

Sinopse:

Três amigos e suas grandes perdas: Adam (John Cusack) sua primeira namorada; Nick (Craig Robinson) sua carreira e sonhos por causa de sua mulher dominadora; Lou (Rob Corddry) seu desejo de viver. Para ajudar Lou, Adam, seu sobrinho Jacob (Clark Duke) e Nick partem em uma viagem para a estação de esqui das antigas festas de adolescência dos três. O lugar não é mais o mesmo, porém os rapazes resolvem beber e se divertir em um ofurô. Depois de uma bebedeira única, os quarto acordam em 1986, na noite decisiva para eles. Agora eles devem voltar ao presente, sem alterar nada no passado, afinal Jacob ainda nem nasceu e sua situação pode complicar. Porém todos passam por sérias tentações de alterar aquela noite e resolver seus conflitos atuais. 

O que achei:

Típica comédia de viagem no tempo ... com um olhar superficial você diria que é mais um daqueles "sessão da tarde" dos anos 80! Mas aí que está o lance, não é um filme dos anos 80, mas sim uma sátira a esses. Até o trailer é no estilo. O trio diretor/roteiristas são conhecidos por trabalhos de comédia, o que ficou claro na forma como várias referências ao gênero estão inseridas no enredo. Pessoalmente acho que o enredo foi bem interessante e bom, não que o roteiro seja completamente hilário e seja impossível não rir ... mas ele é extremamente inteligente com detalhes bem feitos. A referência aos filmes dos anos 80 sobre viagens no tempo é perfeita - especialmente para De Volta para o Futuro (1985) e Feitiço do Tempo (1993).

O elenco conta com bons atores, em especial John Cusack e o rei da comédia "sessão da tarde" Chevy Chase. O primeiro é mais conhecido por filmes de suspense e drama, já o segundo é o Sr. Férias Frustadas (quem não se lembra?) ... pena que aqui tenha feito apenas uma ponta! Na verdade não houve grandes destaques em atuações, mas gostei de Crispin Glover. Este é outra referência aos filmes anos 80: George McFly do De Volta para o Futuro; aqui novamente ele interpretou ele mesmo no presente e no passado! Sua comédia simples e direta é sempre bem vinda. A trilha sonora é genial ... totalmente retrô! Para se ter uma ideia, o filme se passa numa época onde  Michael Jackson estava vivo e era negro! Sim, quem tem menos de 25 anos possivelmente não achará o filme grande coisa ... mas minha geração (trinta e tantos) vai adorar!

Veja, vale umas boas risadas.

Nota: 8,5


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Battleship - A Batalha dos Mares

Informações Técnicas:
Título Original: Battleship
País de Origem: EUA
Gênero: Ação / Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2012
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Diretor: Peter Berg
Roteirista: Erich Hoeber e Jon Hoeber
Elenco:

          Alex Hopper ... Taylor Kitsch
          Stone Hopper ... Alexander Skarsgård
          Cora Raikes ... Rihanna
          Samathan Shane ... Brooklyn Decker
          Capitão Nagata ... Tadanobu Asano
          Almirante Shane ... Liam Neeson
          Oficial Aposentado Mike Canales ... Gregory D. Gadson
          Cal Zapata ... Hamish Linklater

Sinopse:

Alex Hopper (Taylor Kitsch) é um oficial naval do navio USS John Paul Jones, comandado pelo almirante Shane (Liam Neeson). Alex é namorado de Sam (Brooklyn Decker), filha de Shane, apesar de não ser bem visto por ele. Já em alto mar, eles precisam unir forças com a tripulação do navio USS Samson, comandado pelo irmão mais velho de Alex, Stone (Alexander Skarsgaard), ao encontrar uma força alienígena desconhecida, que ameaça a existência da humanidade. Um grupo de cientistas, comandados por Cal Zapata (Hamish Linklater), e de especialistas em armas, como Cora Raikers (Rihanna), também compõem a equipe. Acompanhando tanto o lado dos humanos quanto o lado dos alienígenas, Battleship apresenta a intensa disputa pelo controle da Terra.

O que achei:

Típico filme clichê de ação com excelentes efeitos especiais. Quando vi o trailer isto já estava claro, por isso não me senti engano, mas nunca imaginei que o enredo seria assim tão nulo! O filme decididamente não tem respeito pela dimensão tempo: manda um sinal para um planeta a anos-luz e obtém resposta; um desajustado social em segundos vira um tenente comandante de navio; os aliens chegam para dominar o mundo viajando anos-luz em minutos; e por aí vai. Ok, é um filme de ficção, e respeitando isso é que não estou falando dos barulhos no espaço! Mas tudo tem um limite. Por outro lado, temos que tirar o chapéu, imaginar um filme inteiro só olhando um joguinho de batalha-naval é coisa de muita imaginação! Até porque, para mim, é um dos piores jogos de tabuleiro que existe, acho jogo-da-velha muito mais emocionante! Eu nunca iria imaginar um filme de batalha naval, ainda mais utilizando a solução engenhosa criada pelos roteiristas ... Claro que na premissa é o mesmo estilo de Piratas do Caribe - criado a partir de um brinquedo da Disney Wolrd! - mas não tiro os méritos dos caras.

O elenco foi no estilo do filme: bem mais ou menos! Taylor Kitsch vai acabar ficando conhecido por fazer filmes sofríveis (também estrelou John Carter - Entre Dois Mundos, 2012), nem sei dizer se ele sabe atuar ou não! Já a Rihanna foi bem, para sua primeira participação em longa metragem, é claro. Inclusive, a cena onde ela apanha na cara e fica sangrando me pareceu bem convincente ... creio que ela tem experiência (se é que você me entende)! Brookly Decker continua com sua interpretação simples e direta (loira, linda e fatal), mas dentro das possibilidades foi a melhor em cena! Liam Neeson, não tenho dúvidas, só entrou para lucrar e garantir espectadores, suas aparições são rápidas e praticamente sem falas ... Já falei mal de todos, agora vamos elogiar os efeitos especiais, afinal é para isso que assistimos estes tipos de filmes ... e eles estão excelentes! Para quem achou Transformers incrível, aqui ele está superado, sem problemas, afinal é dos mesmos produtores! O filme tem muita ação (explosões, lutas, tiros e etc) recheado de efeitos ... além de uma trilha sonora rock'n'roll violenta! Sendo assim, por que a história deveria ser coerente, não é mesmo? 

Veja pela ação e efeitos, esqueça a história!

Nota: 7,0 (só pelos efeitos e pela trilha sonora)


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tron: O Legado


Informações Técnicas:
Título Original: Tron: Legacy
País de Origem: EUA
Gênero: Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Disney Pictures
Diretor: Joseph Kosinski
Roteirista: Edward Kitsis & Adam Horowitz
Elenco:
Kevin Flynn / CLU ... Jeff Bridges
Sam Flynn ... Garrett Hedlund
Quorra ... Olivia Wilde
Alan Bradley ... Bruce Boxleitner
Castor / Zuse ... Michael Sheen
Rinzler ... Anis Cheurfa
Sinopse:

Sam Flynn (Garret Hedlund) é um especialista em tecnologia que investiga o desaparecimento de seu pai, Kevin Flyyn (Jeff Bridges). Em meio à investigação, Sam descobre um mundo habitado por programas e jogos, onde seu pai vive há 25 anos. Juntos, eles vivem uma jornada de vida e morte neste espaço cibernético.

O que achei:

Estava muito a fim de ver este filme por ser justamente uma "continuação" do, se não o primeiro, um dos primeiros filmes de ficção científica que assisti na minha vida (Tron, Uma Odisséia Cibernética, 1982). Fiquei bastante satisfeito com o que fizeram, ainda mais por não entrarem na onda do re-make ... ótimo. E olha que é o filme de estréia do diretor! Acho que ele fez um bom trabalho, soube deixar tudo com uma cara totalmente anos 80 - por falar nisso, nunca mais tinha visto um filme com esta cara, adorei - excelente ideia manter o formato do filme original. Os roteiristas são mais experimentados em seriados, o que explica o estilo rápido do enredo. Na verdade, eu diria que as cenas de lutas e corridas melhoraram consideravelmente em 29 anos!

O elenco conta com atores do filme original, o que é sempre interessante. Por exemplo o Tron de 1982 (falo do personagem) está no papel de vice-presidente da empresa agora, além é claro de Jeff Bridges que retoma seu papel. Mas como o original, este não é um filme de atuações excepcionais, mas de efeitos especiais. E eles são muito bons, especialmente o Jeff Bridges novinho ... perfeito! A trilha sonora é muito bem escolhida também, alguns rock'n'roll que não escutava há muito tempo. Por outro lado acho que quem não conhece o original não vai gostar tanto e vai achar as cenas um pouco antiquadas (anos 80 totalmente, lembra que comentei?), embora o enredo seja auto-explicativo e a história seja bem simples.

ps.: novamente um filme que vi normal por não ter 3D na cidade onde eu moro, garanto que a impressão em 3D seria bem outra! Lamentáááável

Veja que vale a pena, especialmente para os trintões!

Nota: 7,5



Só para uma comparação resolvi colocar o trailer de Tron (1982):



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Perguntas Mais Frequentes Sobre Viagens no Tempo


Informações Técnicas:
Título Original: FAQ About Time Travel
País de Origem: Reino Unido
Gênero: Comédia / Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Lionsgate
Diretor: Gareth Carrivick
Roteirista: Jamie Mathieson
Elenco:
Ray ... Chris O'Dowd
Toby ... Marc Wootton
Pete ... Dean Lennox Kelly
Cassie ... Anna Faris
Millie ... Meredith MacNeill
Sinopse:

A história gira em torno de um pub britânico, onde dois "geeks" e um cínico viajam no tempo. Eles Iniciam uma série de viagens acidentais para frente e para trás no tempo, durante as quais os nossos heróis freneticamente tentam evitar múltiplas versões anteriores de si próprios, para evitar a criação de paradoxos. Através das viagens, procuram acima de tudo, desvendar o mistério de quem está tentando matá-los e o porquê!

O que achei:

Filme bem curioso, e no estilo "humor britânico". Isto é, com várias tiradas irônicas com clássicos do gênero, a começar pela capa/poster onde é feita uma alusão ao De Volta Para o Futuro (1985) - aquela parada em fila levantando o óculos e olhando para o relógio, é claro que você percebeu. O diretor é bem experiente na arte da comédia, especialmente em séries tipo sitcom, porém européias ... em outras palavras, um desconhecido do público brasileiro. O roteirista está estreando, porém a forma como a história esta amarrada ficou fantástica! Acima de tudo, achei o enredo bem interessante, uma forma no mínimo inusitada de ver as viagens no tempo. As diversas situações vividas pelos personagens são engraçadas, totalmente ao estilo do, saudoso, grupo inglês Monty Python.

O elenco é bem reduzido, e quase completamente desconhecido, tem a Anna Faris que é muito conhecida em filmes de comédia (notadamente na série Todo Mundo em Pânico). Embora não tenha tido grandes interpretações, todos fizeram aquilo para o que foram contratados ... comédia! Pode parecer incrível, mas este filme não tem efeitos especiais! E nem fez falta.Isto mostra que uma boa história de comédia sci-fi, ou melhor, de ficção científica (um dos personagens passa o filme todo argumentando que sci-fi não existe e o certo é ficção científica!) vale mais do que efeitos fantásticos. Resumo da ópera, bom filme de comédia, sem apelações sexuais - o que seria impossível no estilo americano de comédia, não é?

ps.: brincadeira extra: reconhecer os filmes que eles fazem uma pequena sátira, eu encontrei 10, mas deve ter mais ...

Veja que é engraçado, não hilário, mas engraçado ...

Nota:
8,5




Não achei nenhum trailer legendado, lamento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

2019 - O Ano da Extinção


Informações Técnicas:
Título Original: Daybreakers
País de Origem: Austrália / EUA
Gênero: Suspense / Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Diretor: Michael Spierig & Peter Spierig
Roteirista: Michael Spierig & Peter Spierig
Elenco:
Edward Dalton ... Ethan Hawke
Lionel "Elvis" Cormac ... Willem Dafoe
Charles Bromley ... Sam Neill
Audrey Bennett ... Claudia Karvan
Frankie Dalton ... Michael Dorman
Senador Turner ... Jay Laga'aia
Sinopse:

Um misterioso vírus se espalha pela Terra, transformando quase toda a população em vampiros. Agora, as grandes cidades ganham vida quando o sol se põe e o sangue humano é o principal alimento da população. Enquanto os poucos humanos que ainda restaram são caçados e aprisionados numa espécie de fonte de alimento, toda a esperança está nas mãos do cientista Edward Dalton (Ethan Hawke), um vampiro que não quer se entregar à escuridão e luta para manter o lado humano que ainda existe dentro dele. Ed terá que enfrentar sua própria espécie em uma batalha mortal que irá decidir o futuro da raça humana.

O que achei:

Filme interessante, embora seja completamente previsível. A dupla de diretores/roteiristas é praticamente estreantes, sendo apenas o terceiro trabalho da dupla ... e para um terceiro a qualidade está ótima. Achei realmente curioso o enredo, um mundo cheio de vampiros e com a raça humana praticamente extinta. Bem bolada a ideia de "fazenda de humano" para fornecer o sangue aos vampiros, algo ao estilo de Matrix (1999), assim como a sociedade de vampiros totalmente capitalista vendendo este sangue a preços cada vez maiores conforme a escassez e altamente tecnológica e evoluída. Seria uma crítica social aí? O desfecho é esperado, embora achei curioso a forma como as coisas acontecem durante a história. As cenas de lutas/tiroteiro são rápidas e bem feitas, porém deixa a desejar na empolgação ...

O elenco é bem diversificado, Willem Dafoe foi muito bem, mas acho que o destaque fica mesmo para Ethan Hawke com seu personagem vampiro arrependido quase ao estilo Crepúsculo (2004), mas digo quase, nada de brilho purpurinado e saídas diurnas! Os efeitos especiais em filmes neste estilo este pode ser o ponto alto ou o desastre da produção ... e aqui foi o ponto alto, com certeza. Especialmente na apresentação da nova raça de vampiros-zumbies famintos! Resumo da ópera: filme bom e bem feito, mas nada excepcional.

Boa diversão, apenas isso ...

Nota:
8,0



quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os Coletores


Informações Técnicas:
Título Original: Repo Men
País de Origem: EUA / Canadá
Gênero: Ação / Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Diretor: Miguel Sapochnik
Roteirista: Eric Garcia & Garrett Lerner
Elenco:
Remy ... Jude Law
Jake ... Forest Whitaker
Beth ... Alice Braga
Frank ... Liev Schreiber
Peter ... Chandler Canterbury
Carol ... Carice van Houten
Sinopse:

Em um futuro próximo, homens poderão comprar órgãos artificiais, inclusive financiando-os. Porém, como qualquer financiamento, ao não atrasar os pagamentos o bem será tomado. Ao ter seu coração transplantado, Remy (Jude Law), um coletor de bens com pagamento atrasado, precisa correr contra o tempo para pagar sua dívida.

O que achei:

De início me pareceu que seria um bom filme, com boas cenas de ação e um enredo inovador. Porém ... sabe como é, o diretor é bem dizer um estreiante, tendo 10 anos desde seu último trabalho, e isso pode ter influenciado na existência de algumas cenas, que eu diria, desnecessárias. Na realidade o roteiro se perdeu, o enredo começa bem e depois de uns 40 minutos de filme fica completamente previsível e piegas. É verdade que as cenas de ação, em especial as mortes, são bem feitas com tomadas rápidas e etc, mas mesmo assim o filme se torna longo (quase duas horas) e cansativo ... sem falar na sensação de "déjà vu", me lembrou muito Minority Report (2002).

O elenco conta com duas figuras de peso e qualidade comprovada. Visivelmente mais magro, Forest Whitaker, apresentou sua atuação padrão e de qualidade. Jude Law realmente foi o melhor, poucas vezes o vi tão bem em um papel. Por sinal, a atuação deles que me fez ir até o fim deste filme, pois, como já comentei, o enredo ficou previsível e chato. A bela Alice Braga também foi muito bem em seu papel, embora secundário no enredo, ela chama o foco da câmera por sua interpretação forte e precisa. Os efeitos especiais estão perfeitos, perfeitos até de mais, pois as cenas de coletas de órgãos e cirurgias chegam a ser nojentas - ponto positivo, pois isso traduz em veracidade ao filme. Mas o ponto alto do filme é o final, realmente houve uma reviravolta ao estilo Vanilla Sky (2001) - versão americana - que me surpreendeu! Seu falar mais estraga o filme ...

Veja que o final é surpreendente ...

Nota: 8,7 - só por causa do final fora do esperado, senão seria menos!