A medida que vou assistindo aos filmes vou comentando ... pretendo colocar aqui, além das minha opiniões sobre o filme, alguns dados técnicos. Tudo para facilitar a tua vida quando pensar em ver um filme!
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sábado, 3 de julho de 2010

A Imperatriz e os Guerreiros


Informações Técnicas:
Título Original: Kong Saan Mei Yan
País de Origem: China
Gênero: Ação / Drama
Ano de Lançamento: 2008
Estúdio/Distrib.: Beijin Poly-bona Film Co.
Diretor: Siu-Tung Ching
Roteirista: James Yuen & Cheung Tan
Elenco:
Muyoung Xuehu ... Donnie Yen
Hu Ba ... Xiaodong Guo
Teng Bochang ... Zhenghai Kou
Yen Feier ... Kelly Chen
Duan Laquan ... Leon Lai
Rei Yan ... Weihua Liu
Rei Zhao ... Shan Zhang
Sinopse:

Uma história contada em uma China antiga, antes da unificação dos territórios, durante os quais inumeros reinados brigaram pela supremacia. Yen Feier (Kelly Chen) é transformada em imperatriz logo após a morte de seu pai em uma das batalhas. Fier e seu leal amigo Muyong Xuehu (Donnie Yen) se unem para defender seu reino. Um homem misterioso aparece para salvar Yen Feier, por quem ela acaba se apaixonando. A jovem imperatriz vê uma nova vida surgir a sua frente. Agora, Feir deve decidir entre o destino do seu reino e uma vida nova.

O que achei:

Leia a sinopse, veja o trailer e o cartaz ... impossível não querer assistir ao filme! Algo como uma mistura entre O Gladiador (2000) e O Tigre e o Dragão (2001) e com armaduras dignas da trilogia O Senhor dos Anéis! Mas nada disso é salva o filme, pois o enredo é primário e deixa muito a desejar ... daria para aproveitar muita coisa da história e fazer algo mais introspectivo ou, até mesmo, com mais lutas, mais ação! No entanto quiseram colocar um pouco de tudo e mais um romance ... acabou ficando com nada! Olha que tanto o diretor quantos os roteiristas não são iniciantes (segundo o IMDB, hehehehe) mas com certeza se perderam aqui. Realmente a história tem várias passagens que lembram outros filmes, inclusive os que citei no começo do parágrafo, possivelmente este foi o problema, misturou demais e perdeu o ponto!

O elenco é de ilustres desconhecidos para nós ocidentais, embora Donnie Yen me pareceu familiar de outros filmes, segundo o IMDB ele participou inclusive de Highlander A Batalha Final (2000), Blade 2 (2002) e várias produções de Jack Chan ... com certeza, para nós, é o rosto mais conhecido do elenco! Sua atuação foi a melhor também, mas isso não é nada, afinal os demais foram, na melhor das hipóteses, ruins! Isso mesmo, o elenco foi deprimente, não empolga no filme e dá um tom de desastre junto com um enredo tão pobre. O que salva aqui são as tomadas amplas, e as cenas de lutas/guerra, sem isso o filme seria um desastre completo. Realmente os chineses sabem fazer cenas de lutas, e o figurino - as armaduras, em especial - estão fantásticas. Resumindo, o filme tem uma história boba e perdida, mas com batalhas épicas de alta qualidade.

Veja se não tiver outra opção ...
Nota: 6,5


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nômade


Informações Técnicas:
Título Original: Kochevnik
País de Origem: França / Casaquistão
Gênero: Ação / Drama
Ano de Lançamento: 2006
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Diretor: Sergey Bodrov / Ivan Passer
Elenco:
Mansur ... Kuno Becker
Erali ... Jay Hernandez
Oraz ... Jason Scott Lee
Sharish ... Mark Dacascos
Sinopse:

Cazaquistão, século 18, o povo está dividido em diversas tribos de nômades, que percorrem as imensas extensões de seu país. Mas a paz é frágil, e um inimigo comum começa extinguir essas tribos. Uma velha vidente, mostrando a necessidade de unir os clãs, anuncia o nascimento de uma criança, Mansur (Kuno Becker), descendente do poderoso Gengis Khan. Quando o inimigo toma conhecimento do poder desta criança, ele decide eliminá-la a todo custo. Somente a intervenção de Oraz, (Jason Scott Lee) poderoso guerreiro poderá oferecer segurança à Mansur. Um filme belíssimo sobre o destino de um guerreiro, sinônimo de esperança para seu povo.

O que achei:

Poderia ser ótimo! Poderia, mas não foi ... olhando para o currículo do roteirista - em quantidade, eu digo - não dá para supor que a culpa seja dele, embora muitos diálogos do filme são altamente desnecessários. A culpa a meu ver é dos diretores mesmo, este filme teve uma curiosidade: foi gravado em duas línguas ao mesmo tempo! Em cazaque, para o mercado local do país, e em inglês para distribuição mundial. Interessante, mas não é uma desculpa para a baixa qualidade da direção e do roteiro. Algumas cenas são bem feitas, mas a grande maioria é completamente dispensável, ou pelo menos deveria ser refeita!

Falando em refazer, eu mudaria quase completamente o elenco pois com certeza a sua escolha foi falha. Mas um motivo para se culpar os diretores, e aqui devem entrar também os produtores, que muitas vezes "forçam" um ator apadrinhado! O personagem principal, por exemplo, é interpretado por um ator com cara de europeu/americano, de forma nenhuma de um cazaque! Na verdade, o elenco é fraquíssimo. As interpretações vão do sofrível ao lamentável ... se fosse um filme amador com certeza seria aceitável, mas foi a maior produção já bancada pelo governo do Cazaquistão, leia-se dinheiro público de um povo sofrido. Porém uma lenda se manteve, filmes com a participação de Mark Dacascos são ruins, e são mesmo ... cinema B da pior qualidade! Claro que a fotografia do filme é excelente, na verdade diria que é única ... só por ela já valeria a pena assistir ... ao trailer!

ps.: o cartaz é ótimo, empolgante até, assim como o trailer ... puro engodo!

Vale para conhecer um pouco de história de um país distante ...

Nota: 5,5



terça-feira, 30 de março de 2010

Little Big Soldier


Informações Técnicas:
Título Original: Da Bing Xiao Jiang
País de Origem: China / Hong Kong
Gênero: Comédia / Ação
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Buena Vista Internacional
Diretor: Sheng Ding
Elenco:
Grande Soldado ... Jackie Chan
General Yu ... Rongguang Yu
Príncipe Wen ... Sung-jun Yoo
Guarda Long ... Ken Lo
Guarda Wu ... Yuming Du
Cantora ... Peng Lin
Sinopse:

Um épico sobre guerra, que traz à tona os tempos negros da história da China, o longa conta a história de um soldado experiente que rapta um jovem general, para poder reclamar o premio da captura.

O que achei:

Sempre gostei de filmes de lutas, e com Jackie Chan ainda temos o bônus da comédia! Aqui, realmente encontramos tudo isso, embora achei que o enredo, escrito por Chan, ficou meio perdido. Por exemplo, aparece uma cantora, do nada, fala algumas coisas e some da história ... de vez em quando ela volta mas fica por ali cantando ... me pareceu completamente sem sentido na história! Claro que pode estar faltando é conhecimento da história do país, pois este é um roteiro baseado na época pré-unificação da China, em uma época da qual tudo que sobrou foram lendas. Afinal, isso foi em aproximadamente 200 anos antes de Cristo! O diretor é um novato, este foi seu segundo filme, quem sabe este fato pode ter inibido suas opiniões em relação a estes furos do roteiro, afinal é o grande Jackie Chan, um verdadeiro herói em Hong Kong! Pense que ele é um recordista em participação de filmes: 106 como ator (desde 1962), 18 como diretor, 12 como roteirista ... fora aqueles que não constou nos créditos, inclusive como dublê em filmes do Bruce Lee!

O elenco é composto por desconhecidos, pelo menos para nós aqui no Brasil ... exceto, claro, o próprio Jackie. Como o filme é rodado em chinês (lógico que vi com legenda em português) ficou bem complicado avaliar as interpretações dos atores, ainda mais levando em consideração que no mandarim as expressões faciais fazem partem da linguagem falada. Mas ficou nítido que o Rongguang Yu (o general Yu) foi muito bem e soube representar muito bem sua visão pessimista sobre o seu próprio futuro. Chan está bem também, quase irreconhecível com o cabelo comprido e a maquiagem. Por sinal o filme tem uma qualidade fotográfica excelente! Uma superprodução com certeza, tanto em reconstrução de locais e do figurino ... um primor de qualidade, estilo Senhos dos Anéis! A trilha sonora é totalmente oriental, interessante e completamente coerente com o enredo ... acho que esta é a única função da tal cantora (Peng Li) na história. Resumo da ópera: boas lutas, bons figurinos com comédia simples e direta, enredo perdido e com saltos na história. Mas convenhamos, queremos mesmo é ver luta e rir um pouco, disso não existe reclamação.

Veja que é uma boa diversão, e garante alguns risos ...

Nota: 8,5




Não achei nenhum trailer com legendas em português, na verdade nem em inglês!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Imagens do Além


Informações Técnicas:
Título Original: Shutter
País de Origem: EUA
Gênero: Suspense
Ano de Lançamento: 2008
Estúdio/Distrib.: 20th Century Fox Diretor: Masayuki Ochiai
Elenco:
Benjamin Shaw ... Joshua Jackson
Jane Shaw ... Rachael Taylor
Megumi Tanaka ... Megumi Okina
Bruno ... David Denman
Adam ... John Hensley
Seiko ... Maya Hazen
Sinopse:

Benjamin Shaw (Joshua Jackson) e sua esposa Jane (Rachael Taylor) estão em lua-de-mel em Tóquio, onde aproveitam para realizar uma lucrativa sessão de fotos em uma exótica oportunidade profissional. Porém quando rumam ao monte Fuji o carro em que estavam atropela uma mulher, que estava no meio da estrada e surgiu repentinamente. À medida que retomam a consciência, Benjamin e Jane se surpreendem ao não encontrar o corpo da mulher atropelada. Abalados com o ocorrido, eles chegam a Tóquio e Benjamin inicia seu trabalho. Até que ele descobre em suas fotos misteriosas manchas brancas, que formam silhuetas humanas. As manchas surgiram um dia após as fotos terem sido tiradas e fazem com que Jane desconfie que tenha algo a ver com o acidente de carro que sofreram.

O que achei:

Para quem viu Espíritos (2004) não verá nada de novo neste filme, não achei nada na internet afirmando que é uma refilmagem mas o enredo é idêntico ... isto tirou um pouco da graça, mas o filme é bom! Mas não se preocupe, o final do filme foi mudado, assim como algumas sutilezas do enredo. O suspense é de qualidade e te deixa com uma certa apreensão do que vai acontecer em seguida. Mesmo sendo uma produção americana vemos nitidamente o toque do oriental, isto com certeza é graças ao diretor que soube deixar sua marca. O elenco principal é conhecido, inclusive de seriados americanos, mas não diria que são famosos ... claro que isso não tem nada a ver com a qualidade da interpretações ... que foram boas, em sua maior parte. Este é um raro exemplo em que o tal "re-make" fica tão bom, ou quase, ao original ... pelo menos é muito melhor que Espíritos 2 (2007).

Ok, você já deve saber que esta versão 2 é só para o Brasil ... sabe aquele louco insano que nomeia os filmes por aqui ... pois é, o camarada achou que era uma continuação ... ou algo do tipo ... sendo que na verdade não tem nada a ver, ou muito pouco a ver - ambos falam de espíritos, mas só - por que não chamar de Os Outros 3 então? Ou O Sexto Sentido 27?

Veja, na real, quem sabe você não assiste os dois e compara ... ou não.

Nota: 7,5