A medida que vou assistindo aos filmes vou comentando ... pretendo colocar aqui, além das minha opiniões sobre o filme, alguns dados técnicos. Tudo para facilitar a tua vida quando pensar em ver um filme!
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Coração Louco


Informações Técnicas:
Título Original: Crazy Heart
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Fox Filmes
Diretor: Scott Cooper
Roteirista: Scott Cooper
Elenco:
Bad Blake ... Jeff Bridges
Empresário ... James Keane
Jean Craddock ... Maggie Gyllenhaal
Buddy Craddock ... Jack Nation
Tommy Sweet ... Colin Farrell
Sinopse:

Jeff Bridges, premiado com o Oscar de Melhor Ator, na melhor interpretação de sua vida, a poderosa história da árdua estrada de um astro da música country dos anos setenta tentando alcançar a redenção. Bridges faz o papel de Bad Blake, um cantor decadente e beberrão que pode sair dessa com a ajuda de Jean (Maggie Gyllenhaal), uma jornalista que descobre o homem real por trás da música. Mas será que o modo de vida desregrado de Bad e seu coração louco podem lhe custar a chance de uma nova vida?

O que achei:

Fantástico, simplesmente fantástico. Há muito tempo que eu queria ver este filme, não pude assistir no cinema ... o mais incrível que o diretor/roteirista é estreiante! Digo incrível por esperamos algo mais simples nestes tipos de filme, mas o cara soube aproveitar o melhor de cada ator, provando que a nova geração também tem seus talentos. A história é simples e real, com certeza existem centenas de Bad Blake por aí ... em todos os países, inclusive no Brasil - garanto que veio a sua mente pelo menos três nomes! O desenrolar do enredo é perfeito, embora seja um filme longo, de quase duas horas, não percebemos. Cito em especial o final que parecia encaminhar para o esperado padrão e teve uma reviravolta inacreditável, digna de clássicos ... As cenas são bem feitas e mesmo quando introspectivas são dinâmicas. Excelente direção, com certeza! Merecia até mais indicações ao Oscar - foi indicado para melhor ator (Bridges venceu) e atriz coadjuvante e melhor trilha sonora (venceu).

O elenco é completo de rostos famosos, destaque para Jeff Bridges que está realmente incrível, poucas vezes vi um Oscar ser dado com tanto mérito ... sabia que ele era músico também, mas sua qualidade musical foi muito além do esperado. Maggie Gyllenhaal também foi bem, soube passar todo o drama de ser uma mãe solteira com um filho de quatro anos e um ex-marido completamente inexistente - que por sinal é apenas citado no filme. Já Colin Farell vez sua interpretação típica, quase burocrática, porém vale ressaltar que ele canta algumas músicas e mandou super bem. Como não poderia deixar de ser a trilha sonora é ótima, não é apenas por eu gostar do estilo, mas realmente é excelente. Esperava ver alguma interpretação de Willie Nelson, o cantor country mais famoso do mundo sem sombras de dúvidas, mas os que compareceram foram muito bem ... inclusive o dueto de Bridges e Farell em Fallin' & Flyin'.

Veja com certeza!

Nota:
10,0



domingo, 2 de maio de 2010

Um Sonho Possível


Informações Técnicas:
Título Original: The Blind Side
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Warner Bros.
Diretor: John Lee Hancock
Roteiro: John Lee Hancock
Elenco:
Leigh Anne Tuohy ... Sandra Bullock
Sean Tuohy ... Tim McGraw
Michael Oher ... Quinton Aaron
S. J. Tuohy ... Jae Head
Collins Tuohy ... Lily Collins
Técnico Burt Cotton ... Lily Collins
Sra. Sue ... Kathy Bates
Denise Oher ... Adriane Lenox
Sinopse:

História de Michael Oher (
Quinton Aaron), um jovem negro morador de rua, vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios a sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta.

O que achei:

Este filme é bom e ruim ao mesmo tempo ... por mais incrível que isso possa parecer. Bom porque é uma história baseada em fatos reais e mostra algo que não se vê todo dia, amor ao próximo. Ruim porque o roteiro é um pouco fraco, simplesmente as coisas se resolvem muito facilmente, o drama vivido por Michael só é comentado, e por alto ... será mesmo que não houve discriminação no colégio basicamente de brancos e ricos? O filme não mostra isso, apenas deixa indicado, temos que imaginar o que ele deve ter passado. Ou ainda, será mesmo que a filha adolescente do casal aceitou imediatamente o novo "irmão", sem ao menos uma única reclamação? Pouco provável, claro que o filme já é longo (2 horas) e isso poderia ter transformado em algo tipo 2h30! Mas acho que valeria a pena, para termos algo mais próximo do real. A pouca experiência do diretor/roteirista deve ter dito um peso importante neste fato ... não li o livro, mas acho que deve ser mais detalhista.

O elenco conta com Sandra Bullock - vencedora do Oscar 2010 de melhor atriz, devido a este papel - que esteve muito bem, mas não achei nada fenomenal, muito diferente dos seus papeis mais comuns e isso já é alguma coisa, mas daí a ser a melhor atriz em 2010?!? Pessoalmente acho que o destaque vai mesmo para Quinton Aaron, o cara foi fantástico e isso sem falar muito, pois seu personagem é do tipo caladão! Soube transparecer alegria e tristeza apenas com as reações, sem palavras e nem sorrisos. A trilha sonora é boa, e traz um elemento a mais ao drama ... O ponto alto do filme com certeza é o ponto central da história, a ajuda sem compromisso de uma família rica e branca numa sociedade totalmente racista como a americana a um jovem negro pobre e sem expectativa na vida. Convenhamos, no mundo de hoje não vemos muito disso, ajudar o próximo são apenas palavras vazias ... quem sabe a humanidade ainda não tenha salvação? Mas indicação a melhor filme é forçar a barra!

Ps.: uma coisa interessante que ocorreu comigo é que não me deu vontade de ler o livro ... e isso geralmente acontece comigo! Por exemplo: O Guia do Mochileiro da Galáxia (2005) e Ensaio sobre a Cegueira (2008), li o livro depois de ver o filme, incentivado por ele até

Veja que é um bom programa família ...

Nota: 9,0


quinta-feira, 11 de março de 2010

Um Homem Sério


Informações Técnicas:
Título Original: A Serious Man
País de Origem: EUA / Reino Unido / França
Gênero: Comédia
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Diretor: Ethan Coen / Joel Coen
Elenco:
Prof.Lawrence Gopnik ... Michael Stuhlbarg
Tio Arthur ... Richard Kind
Sy Ableman ... Fred Melamed
Judith Gopnik ... Sari Lennick
Danny Gopnik ... Aaron Wolff
Sarah Gopnik ... Jessica McManus
Rabino Scott ... Simon Helberg
Sinopse:

Em 1967, um professor vê sua vida desmoronar quando sua mulher ameaça deixa-lo , entre vário motivos está o seu irmão que se recusa a ir embora de sua casa.

O que achei:

Novamente a classificação do filme te induz a esperar um gênero que não é bem o que vemos ... convenhamos, de comédia o filme tem muito pouco. Até dei uns risinhos amarelos, de canto de boca, mas nada além disso. A direção, e o roteiro, é dos aclamados irmãos Coen (Queime Depois de Ler, 2008; Onde os Fracos Não Têm Vez, 2007; Arizona Nunca Mais, 1987 - só para citar os que eu mais gostei), e isto pode ter alavancado o filme para duas indicações ao Oscar 2010 - melhor filme e roteiro original - injusto a meu ver, mas se Avatar (2009) também foi indicado ... O enredo é daqueles perdidos, que acaba de deixando com cara de: "Sim, mas e daí?". Com certeza não vai cair no gosto geral. Confesso que tenho um certo gosto por estes tipos de filmes, mas este, especificamente não me agradou tanto.

O elenco é de ilustres desconhecidos, a maioria conta com participações em séries americanas ou dublando animações em inglês - animação eu prefiro ver dublado, sabe como é, desenho animado é em português, rss - exceto Richard Kind que já vi em vários filmes, sempre em papéis menores. Inclusive toda a família, mulher e filhos, do personagem principal são atores estreantes ... e foram bem! Não houve interpretações geniais, mas todos souberam levar o papel e passaram as emoções, inclusive o desprezo dos filhos adolescentes pela vida paterna. Claro que quem acompanha a série The Big Bang Theory já começa a rir com a aparição de Simon Helberg (o Howard Wolowitz, do seriado) ... por sinal foi nesta hora que dei a única risada no filme, mais pelo ator do que pela história! A trilha sonora é simples e efetiva, em outras palavras, não se destaca no filme ... o que pode até ser uma boa. Exceção a uma única música, que realmente é muito boa, ela foi cantanda por Jim Carrey no filme O Pentelho (1996), lembra? Resumo da ópera, filme aquém do esperado pela capacidade dos diretores/roteiristas, mas com um quê de cult, afinal a proposta era contar alguns dias da vida de um professor universitário no meio de um divórcio e completamente sem dinheiro. Pode ser que não estejamos preparados para este de filme ... quem sabe daqui uns 10 anos ele não se torna mais interessante, acontece. Quanto ao tornado? O que me dizer da chuva de sapos de Magnólia (1999)?

ps.: Situação insólida: o atual namorado de tua atual esposa te consola sobre tua separação eminente ... separação esta que ele sugeriu a ela, para poderem se casar!!!
Veja que pode ser interessante, rever não dá!

Nota: 6,5



terça-feira, 2 de março de 2010

Amor sem Escalas


Informações Técnicas:
Título Original: Up in the Air
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia / Romance
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Diretor: Jason Reitman
Elenco:
Ryan Bingham ... George Clooney
Alex Goran ... Vera Farmiga
Natalie Keener ... Anna Kendrick
Craig Gregory ... Jason Bateman
Kara Bingham ... Amy Morton
Julie Bingham ... Melanie Lynskey
Jim Miller ... Danny McBride
Sinopse:

Ryan Bingham (George Clooney) é um consultor que tem a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos das empresas. Adora seu emprego, especialmente passar o tempo em quartos de hotéis pouco conhecidos e em cabines de vôos. Entre as viagens de negócios ele ministra palestras de motivação, além de perceguir seu principal objetivo: conseguir dez milhões de milhas como passageiro.

O que achei:

Filme bem interessante, com sacadas geniais. Com certeza foi uma grata surpreza, pois esperava algo meio mamão-com-açúcar ... e não foi nada disso. Na verdade, olhando o diretor, temos que ele manteve as características que vimos em Juno (2007), mas com algumas pitadas de humor inteligente que temos na ótima série da TV americana The Office, onde ele dirigiu 2 episódios. O enredo é simples porém simpático, diria até surpreendente, pois o final esperado para quem ver o trailer não é bem o que acontece. Isto, para mim, é um diferencial positivo do filme. A forma como as coisas acontecem são típicas de filmes comédia-romântica, mas não está repleto de clichês, o que poderiam estragar a trama. No fundo a história do filme nem é tanto o romance entre alguns personagens, mas o dia-a-dia de um homem que vive de um lado para outro neste mundo ... com certeza uma bela analogia com a correria dos nossos dias, onde deixamos passar as coisas realmente importantes e nos concentramos em pequenos detalhes ... filosofia pura! Não creio que tenha reais chances como melhor filme, no Oscar 2010, mas melhor roteiro adaptado é bem possível.

O elenco é repleto de figuras conhecidas, especialmente para quem acompanha as séries de TV americas. Todos foram ótimos em seus papéis, inclusive temos três indicações para o Oscar 2010 - melhor ator, Clooney, melhor atriz coadjuvante, Vera Farmiga e Anna Kendrick. Como esperado, Clooney foi ótimo, mas achei que Vera foi o destaque aqui ... soubre realmente deixar um mistério no ar, como sua personagem exigia no enredo, só no final percebemos suas reais intensões! Este não é o tipo de filme onde efeitos especiais são importantes, mas a trilha sonra sim! E esta foi razoável, gostei de algumas músicas, mas achei que poderia ter casado melhor com o enredo ... algumas partes ficaram ruins, sem nexo. Resumo da ópera, cinco indicações ao Oscar 2010 é uma coisa boa para qualquer filme, as chances reais são poucas, mas vale uma olhada ... quem sabe com a namorada(o)?

Veja que vale a pena ...

Nota: 8,5



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Avatar


Informações Técnicas:
Título Original: Avatar
País de Origem: EUA
Gênero: Ação / Fantasia
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Fox Filmes do Brasil
Diretor: James Cameron
Elenco:
Jake Sully ... Sam Worthington
Neytiri ... Zoe Saldana
Dr. Grace Augustine ... Sigourney Weaver
Cel. Miles Quaritch ... Stephen Lang
Norm Spellman ... Joel Moore
Trudy Chacon ... Michelle Rodriguez
Tsu'Tey ... Laz Alonso
Parker Selfridge ... Giovanni Ribisi
Sinopse:

No épico de ação e aventura AVATAR, James Cameron, diretor de Titanic, nos leva a um mundo espetacular, além da nossa imaginação. Na distante lua Pandora, um herói relutante embarca em uma jornada de redenção e descoberta, liderando uma batalha heroica para salvar a civilização. O filme foi idealizado por Cameron há 14 anos, quando ainda não existiam meios para concretizar suas ideias. Agora, após quatro anos do trabalho de produção real, AVATAR nos proporciona uma inovadora experiência de imersão total no cinema, em que a tecnologia revolucionária que foi inventada para realizar o filme se dilui na emoção dos personagens e na história arrebatadora.

O que achei:

Um paraplégico vai parar em um local estranho e exótico onde ele volta a caminhar, correndo pela selva e lutando para sobreviver ... se você pensou em Locke da série de TV Lost você não foi o único, mas este é o personagem principal de Avatar! (não resisti ao comentário!)

Pessoalmente quando fiquei sabendo deste filme pensei na hora que NÃO iria vê-lo. Depois do trailer já tinha certeza disso! Porém, vendo tantos comerciais e ouvindo comentários que Cameron voltou a sua velha forma do século XX - para mim ele foi excepcional quando dirigiu Exterminador do Futuro (1984), Aliens O resgate (1986) e Exterminador do Futuro 2 (1991) - resolvi que poderia valer a pena ver este filme. Mas pelo jeito ele voltou à forma de Titanic (1997), que eu achei muito ruim. Na verdade aqui tem muita coisa parecida com Titanic: o básico do enredo é bem parecido, assim como o romance entre diferentes (lá classes sociais e aqui espécies) e a quantidade exagerada de indicações ao Oscar. Melhor filme, sem chance! Como na minha cidade não tem cinema 3D tive que prestar mais atenção ao enredo, o que prejudicou muito o filme, pois isso ele não tem! Reparei nas semelhanças com a destruição de tribos indígenas nas Américas, durante as guerras de conquistas. Inclusive os gritos de guerra dos tais humanoides são iguais aos dos Sioux que vemos em filmes! A versão que assisti era dublada (eca!) e os nativos falavam português com um leve sotaque soviético ... hilário! Mas nem tudo é ruim, gostei das cores dos animais e plantas do local, até combinou com os smourfs, opa, o pessoal nativo do planeta!

O elenco foi bem, embora os papéis a serem representados fossem caricaturas, a ideia foi passada com maestria. Por exemplo, temos o capitalista sem escrúpulos que só quer lucros; o militar com cicatriz completamente belicista; um militar legal que muda de lado; um chefe tribal que é contra os invasores no inicio, mas faz grande amizade com um deles; uma mocinha prometida ao chefe da tribo que se apaixona pelo militar que mudou de lado; uma cientista que prefere os objetos de estudos do que as relações humanas ... estas coisas! Nenhum grande destaque nas atuações, claro que os avatares realmente personificaram os atores, dava até para reconhecer alguns deles. Por exemplo, a sensualidade de Zoe Saldanha transpareceu, assim como os gestos fortes de Sigourney Weaver. Mas acho que isso seria pontos para os efeitos especiais, que foram incríveis, uma merecida indicação ao Oscar. Também destaque para os efeitos sonoros (mixagem e edição) e a trilha sonora é cativante e comovente na medida certa - todos indicados ao Oscar 2010. O que comprova que Cameron realmente sabe escolher sua equipe. Por fim, este filme é bem chato e longo, depois de 90 minutos já fiquei impaciente olhando no relógio e ainda faltava 1 hora para acabar! Acho que quem tem mais de 30 anos não vai gostar, ou pelo menos vai preferir ficar só no trailer mesmo. Espero não termos que ver uma continuação ... seria realmente abrir a Caixa de Pandora!

Ps.: Se por um lado o comitê julgador acertou em não indicar Avatar para melhor roteiro original - pois o roteiro não existe na verdade - a indicação para melhor fotografia é uma insanidade! A maioria das cenas, senão todas, são criadas em computador ... sendo assim poderia colocar Up! (2009) concorrendo nesta categoria, mesmo sendo uma animação.

Veja para ter o que falar com os outros, apenas por isso ...

Nota: 7,0 (por causa dos efeitos excelentes, senão daria menos que isso!)




Acredita que não achei nenhum trailer em legendado em português que eu pudesse incorporar aqui! Vai este em espanhol mesmo ...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror


Informações Técnicas:
Título Original: The Hurt Locker
País de Origem: EUA
Gênero: Drama / Guerra
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Diretor:Kathryn Bigelow
Elenco:
SFC William James ... Jeremy Renner
Sgt. JT Sanborn ... Anthony Mackie
Especialista Owen Eldridge ... Brian Geraghty
SFC Matt Thompson ... Guy Pearce
Chefe dos mercenários ... Ralph Fiennes
Cel. James ... David Morse
Connie James ... Evangeline Lilly
Sinopse:

Para um grupo de soldados americanos, alguns dias os separam do retorno para casa. Um período relativamente curto, se não fosse por tantas ocorrências que transformassem esse fim de jornada em um verdadeiro inferno. As forças armadas precisam de especialistas não só nos campos de combate mas também no dia a dia, na proteção do grupo contra insurgentes que promovem atentados, matando milhares de cidadãos. Conheça a dura realidade destes soldados e descubra que, ao contrário do que todos eles pensam, a luta jamais terminará.

O que achei:

Excelente filme ... se você for um norte-americano republicano ... o que não é meu caso! Quem sabe se você for um membro das forças armadas também goste do filme, e até mesmo se identifique com alguma coisa ... o que também não é meu caso! E olha que este filme é, junto com Avatar (2010) os grandes vencedores nas indicações ao Oscar 2010, nove indicações cada - e saiu direto em DVD aqui no Brasil, o que indica que o pessoal aqui é mais inteligente do que os do Oscar 2010! Uma das indicações foi para melhor diretor, merecidamente, pois ela realmente vez um bom trabalho aqui, com tomadas diretas que passaram a tensão necessária. A diretora tem muitos trabalhos nesta área de ação e guerra, a maioria em séries de TV americana, o que deve ter ajudado em sua visão simples e objetiva do que filmar ... sem perder tempo com detalhes inúteis para a história. Por outro lado, a indicação como melhor roteiro original foi, a meu ver, um equívoco! O roteiro é pobre, diria sem nexo até - claro que guerra nunca tem nexo, mas temos vários exemplos de enredos bem escritos em um filme de guerra - este aqui não é um enredo que mereça ao menos ser comentado, com certeza. A forma como os personagens são apresentados, como se "desenrola" a história é péssimo ... possivelmente isto venha da pouca experiência do roteirista, este é apenas seu segundo trabalho. Quero crer que ele vai melhorar ...

O elenco conta com a participação de carinhas conhecidas do grande público, mas nenhum no papel principal. Este ficou para Jeremy Renner, que com certeza se destacou no grupo, com uma interpretação forte ... mas não boa o suficiente para sua indicação de melhor ator! Na verdade, o elenco como um todo soube transparecer o drama, em especial o psicológico, que um soldado sente em uma guerra. A trilha sonora é fraca e banal ... mesmo assim indicada ao Oscar! Por outro lado, os sons, os estrondos, as explosões, em fim, a "trilha" sonora de uma guerra estava perfeita ... esta sim, uma indicação completamente merecida. Resumo da ópera, achei que o filme se enquadraria melhor em um documentário, pois embora não tenham entrevistas com soldados, tão pouco tem uma história de filme! Acredito que seja bastante fiel ao dia-a-dia de um quartel em guerra, e apenas por isso vale a pena ser assistido!

Ps.: Melhor filme??? Só pode ser piada! Mais uma prova que indicações ao Oscar estão mais ligadas à marketing do que a qualidade ... o dinheiro é quem manda ... sempre! Para mim duas valeram, melhor diretor e melhor mixagem de som, talvez melhor fotografia ... talvez!

Veja, mais por curiosidade do que pelo filme em si ... rever é impossível!

Nota: 7,5



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Preciosa: Uma História de Esperança


Informações Técnicas:
Título Original: Precious: Based on the Novel Push by Saphire
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: PlayArte
Diretor: Lee Daniels
Elenco:
Preciosa ... Gabourey Sidibe
Mary ... Mo'Nique
Carl ... Rodney 'Bear' Jackson
Srta. Rain ... Paula Patton
Sra. Weiss ... Mariah Carey
Enfermeiro John ... Lenny Kravitz
Rita ... Stephanie Andujar
Rhonda ... Chyna Layne
Jermaine ... Amina Robinson
Joann ... Xosha Roquemore
Consuelo ... Angelic Zambrana
Tootsie ... Aunt Dot
Sinopse:

1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e humilhada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e obesa também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho resultado dos abusos do pai, cujo apelido é "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, novamente devido aos estupros do pai, Preciosa é suspensa da escola. A diretora consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.

O que achei:

Lendo a sinopse e juntando os fatos sobre a personagem principal: adolescente negra, obesa, semi-analfabeta, estuprada várias vezes pelo pai - com quem teve dois filhos, um deles com Síndrome de Down - humilhada pela mãe e soro positiva ... sinceramente achei que seria algo do tipo "choro compulsivo" do início ao fim! Nada disso, os roteiristas estão de parabéns, souberam fazer um filme cativante que prende o espectador ... dramático, mas na medida certa. O diretor também tem seu papel nisto, pois conseguiu o melhor de cada atriz, pois elas foram incríveis aqui. Uma grata surpresa, pois esta equipe é praticamente novata, uma prova da ótima renovação que estamos por acompanhar no cinema mundial. Mesmo num filme deste tipo ,conseguiram colocar cenas de comédia, nada pastelão ou denigrindo a imagem de alguém, apenas um humor simples e inocente. O enredo é excelente, e usar a imaginação como escape para a Preciosa foi uma ideia genial.

O elenco é composto basicamente por iniciantes, não necessariamente desconhecidos, visto que temos Mariah Carey e Lenny Kravtz - ela foi muito bem, ele fez o estilo "guri da Malhação" - e alguns rostos que você olha e pensa "Qual filme que eu já vi com ele(a)?" ... Mas o destaque mesmo fica por conta de Gabourey Sidibe, uma estreante em um papel nem um pouco fácil (a protagonista da história) com toda uma carga dramática e psicológica a ser transmitida ... acho que ela conseguiu! Só para se ter uma ideia, ela foi indicada ao Oscar 2010 como melhor atriz, não acredito realmente que ganhe, mas já é muita coisa uma indicação em sua estreia nos cinemas. A trilha sonora é suave, o enredo se mantem sozinho ... acho até que uma trilha mais densa poderia ter estregado a história! O que faz o drama no filme, a meu ver, é sua realidade, pois estas coisas podem, e acontecem! Existem "Preciosas" por aí, perdidas e sem esperança, pode haver uma na casa ao lado da sua, agora mesmo ... e mesmo assim, o filme traz uma mensagem de esperança. Em suma, um ótimo filme de drama, mas sem ser piegas e com um final absolutamente real!
Veja que vale a pena com certeza ...

Nota: 9,5



Quero ver este filme!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes


Informações Técnicas:
Título Original: Sherlock Holmes
País de Origem: EUA / Reino Unido
Gênero: Ação / Aventura
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Warner Bros.
Diretor: Guy Ritchie
Elenco:
Sherlock Holmes ... Robert Downey Jr.
Dr. Watson ... Jude Law
Irene Alder ... Rachel McAdams
Lorde Blackwood ... Mark Strong
Inspetor Lestrade ... Eddie Marsan
Mary Morstan ... Kelly Reilly
Sinopse:

Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) é conhecido por descobrir a verdade sobre os mais complexos mistérios, sempre contando com a ajuda do Dr. John Watson (Jude Law), seu leal amigo. Holmes é único em sua busca por criminosos de toda e qualquer estirpe, seja confiando apenas em seus afiados poderes de observação, em suas notáveis habilidades dedutivas, ou pela força de seus punhos. Depois de uma série de assassinatos violentos ligados a rituais, Holmes e Watson chegam a tempo de salvar a última vítima e acabam descobrindo o assassino: Lorde Blackwood (Mark Strong). À medida que a data de seu enforcamento se aproxima, Blackwood – que aterrorizou os colegas de presídio com sua aparente conexão com forças malignas e poderosas – alerta Holmes e Watson de que a morte não será seu fim e que, na verdade, a execução está prevista nos planos de Blackwood. E quando, depois de todas as indicações, Blackwood cumpre a promessa, sua aparente ressurreição espalha o pânico por Londres e confunde a Scotland Yard. No entanto, para Sherlock Holmes, "o jogo está apenas começando".

O que achei:

Um excelente filme, com muita ação e comédia na quantidade certa. Para quem conhece o trabalho de Guy Ritchie sabe exatamente do que eu estou falando, afinal ele é um dos poucos que consegue acertar esta mistura - lembra de Snach, porcos e diamantes (2000)? Achei muito interessante a repaginada do Sherlock Holmes, embora a história ainda se passa no final do século XIX, as situações e a forma que ele resolve os problemas são bem mais atuais - ponto para os roteiristas - que por sinal são de poucos filmes. Não acho que esta mudança tenha tirado o brilho do personagem, longe disso, acho até que o aumentou ... sempre imaginei um Sherlock com este estilo, e com certeza prepotente com todo seu saber. Detalhe: ele sabe quase tudo sobre tudo, de anatomia a ciências naturais, incluindo vários idiomas!

A escolha de Robert Downey Jr. para o papel principal foi um acerto fenomenal, assim como Jude Law como seu parceiro. A dupla ficou ótima nas telas, e com certeza as boas atuações de ambos tem a ver com a química entre eles. Pessoalmente, eu nunca espero muito de Law, exceção para seu papel em A.I. (2001), nunca o vi tendo grandes atuações. Se bem da verdade, o elenco todo foi muito bem escolhido, com uma atuação ótima e convincente de Rachel MacAdams e do Mark Strong nos papéis de vilões - ela, nem tão vilã assim ... Os efeitos especiais foram fantásticos, a "construção" de Londres da época está totalmente real, assim como as explosões! Em suma, ótimo filme de ação, uma diversão garantida, você nem percebe as quase duas horas sentado assistindo-o. Recomendo, inclusive, para toda família ... acredita que não tem cenas de nudez, nem de sexo ... apenas de violência, ou seja, mas suave que a novela das 8!

Veja com toda a certeza, pura diversão.

Nota: 9,0



domingo, 18 de outubro de 2009

Distrito 9


Informações Técnicas:
Título Original: District 9
País de Origem: EUA / Nova Zelândia
Gênero: Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Diretor: Neill Blomkamp
Elenco:
Wikus Van Der Marwe ... Sharlto Copley
Grey Bradnam ... Jason Cope
Sarah Linvingstone ... Nathalie Boltt
Dr. Katrina McKenzie ... Sylvaine Strike
Sinopse:

Mostra um planeta Terra onde alienígenas estão refugiados na Africa do Sul em um campo de concentração. São subjugados e humilhados por todos até que 20 anos após sua chegada resolvem que algo deve ser feito.

O que achei:

Filme no mínimo diferente de tudo que já vi sobre "invasões alienígenas" ... afinal neste caso parece que os caras não nos invadiram, vieram parar aqui! Embora tenham armas muito melhores do que as terráqueas não estão dispostos a lutar. A equipe técnica - direção e roteiro - é iniciante e muito competente ... o que pode explicar esta visão inovadora para um enredo tantas vezes utilizado no cinema. Por falar em enredo, ele é apresentado como um documentário, com entrevistas de especialistas, policiais envolvidos e familiares ... tudo como se fosse verdade, se a história fosse real e estivéssemos olhando a um programa de TV falando sobre o assunto! Fantástico. Olhando mais profundamente a história fica claro uma crítica social, uma crítica de como a humanidade encara tudo que é diferente, aqui representado por alienígenas, mas bem que poderia ser qualquer um. Quantas vezes não vemos isso por aí?

O elenco é de ilustres desconhecidos, mas levaram muito bem a história ... sem grandes destaques, mas em um bom nível. O grande destaque mesmo fica para os efeitos especiais, realmente uma qualidade pouco comum. A interação entre os atores humanos e os virtuais é perfeita ... mal daria para perceber - exceto, é claro, por serem alienígenas - incrível! O diretor do filme é conhecido como um dos melhores diretores de efeitos especiais do cinema atual, e neste filme ele deixa isto muito claro. Não é atoa que Peter Jackson (diretor da trilogia Senhor dos Anéis) colocou seu dinheiro nesta proposta arriscada de filme - sem grandes estrelas e pretendendo ser uma grande produção! Não perderia meu tempo lendo isto aqui e iria ver logo o filme ...

Veja que é uma excelente ficção científica!

Nota: 9,5



domingo, 11 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios


Informações Técnicas:
Título Original: Inglourious Basterds
País de Origem: EUA / Alemanha
Gênero: Guerra / Ação
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures do Brasil
Diretor: Quentin Tarantino
Elenco:
Ten. Aldo Raine ... Brad Pitt
Shosanna Dreyfus ... Mélanie Laurent
Cel. Hans Landa ... Christoph Waltz
Sgt. Donny Donowitz ... Eli Roth
Ten. Archie Hicox ... Michael Fassbender
Praça Fredrick Zoller ... Daniel Brühl
Sgt. Hugo Stiglitz ... Til Schweiger
Cap. Wilhelm Wicki ... Gedeon Burkhard
Marcel ... Jacky Ido
Praça Smithson Utivich ... B.J. Novak
Praça Omar Ulmer ... Omar Doom
Joseph Goebbels ... Sylvester Groth
Adolf Hitler ... Martin Wuttke
Sinopse:

Durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados americanos judeus é conhecido como "The Basterds" (os bastardos). Sendo os responsáveis por espalhar medo e terror no Terceiro Reich, escalpelar e assassinar brutalmente os nazistas. É nesse ambiente que eles cruzam o caminho de uma jovem judia que tem um cinema em Paris e é alvo dos soldados.

O que achei:

Bom filme, só esperava algo mais interessante do Tarantino ... sempre espero, este é o problema! Se fosse de qualquer outro diretor seria o melhor filme do ano, mas para o padrão-tarantino ele é apenas bom ... pense no seguinte, quis assisti-lo apenas por ser do cara (assina a direção e o roteiro)! E claro, por contar com um elenco diferenciado. Por falar nisso, Tarantino costuma conseguir um grande elenco para seus filmes, já reparou nisso? Aqui temos uma história fictícia, mas bem que poderia ser real ... acho que este é o grande trunfo deste filme. O enredo é no estilo dos imortais Cães de Aluguel (1992) e Jackie Brown (1997), ambos do Tarantino ... não tão genial, mas segue a linha. O final era esperado, mas não perdeu o encanto e a emoção... o estilo inconfundível do diretor/roteirista se apresenta em toda sua forma, isto é, tiros, mortes e muita violência!

O elenco foi excepcional! Como já falei em outros posts, Pitt é um ator fantástico, suas interpretações são sempre convincentes - especialmente quando faz papel de louco, que não é bem o caso aqui. Por exemplo, quando seu personagem resolve "falar" italiano é impagável! O pior que ele, a personagem, acha que fala um italiano perfeito ... mas só fala com um sotaque americano ridículo! Porém meu destaque vai, com toda a certeza, para Christoph Waltz. O cara foi o melhor de todos! Não o conhecia, vi que é um ator austríaco e que já fez muita coisa para TV, mas pouco no cinema ... isso explica sua "estréia" por estas bandas! Achei legal o filme ser poliglota, fale-se em inglês, francês e alemão! (Waltz fala perfeitamente os três!) Imagino que era assim mesmo durante o final da 2ª Guerra Mundial.. Os efeitos especiais foram ótimos, e passaram despercebidos ... o que é excelente para filmes onde o mais importante é a história e não os efeitos. A trilha sonora, como em todos, digo TODOS os filmes do Tarantino é ótima! Por fim, diria que o filme é bom, não é um clássico-tarantino, mas é muito melhor que Kill Bill, vol. 1 e 2 (2003 e 2004)!

ps.: conta com a participação de Mike Myers (o Aunstin Powers) ... com menos de 5 minutos na tela!

Veja com certeza!

Nota: 9,5



sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Jornada nas Estrelas


Informações Técnicas:
Título Original: Star Trek
País de Origem: EUA
Gênero: Ação / Sci-Fi
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Diretor: J.J. Abrams
Elenco:
James T. Kirk ... Chris Pine
Spock ... Zachary Quinto
Embaixador Spock ... Leonard Nimoy
Cap. Nero ... Eric Bana
Cap. Pike ... Bruce Greenwood
Nyota Uhuta ... Zoe Saldana
Ten. Sulu ... John Cho
Ten. Scott ... Simon Pegg
Sinopse:

11º filme da franquia “Jornada nas Estrelas”. A história inicia antes da tripulação do Capitão Kirk assumir o comando da Enterprise e se desenvolve como sendo a primeira viagem da famosa U.S.S. Enterprise. Jim Kirk (Chris Pine) é um jovem problema em um estado rural nos EUA, planeta Terra, até ser convidado a entrar para a frota estelar. Sua rebeldia o leva a burlar um simulador e vencer um simulador criado pelo jovem Spock (Zachary Quinto) para ser envencível. Dai surge uma inimizade que se transforma em na amizade já conhecida pelos fãs da série entre o Capitão Kirk e o Sr. Spock.

O que achei:

Achei fantástico, realmente uma obra prima da ficção científica! O diretor realizou um trabalho excecional aqui e olha que seu filme de mais sucesso, até aqui, foi Missão Impossível 3 (2006), que não foi assim grande coisa! Porém, agora se mostrou mais maduro e soube aproveitar muito bem os dramas pessoais das personagens. Meus parabéns, também, para a dupla que assina o roteiro, que também assinam MI-III e os dois filmes dos Transformers (2007 e 2009). Ok, estes filmes não são conhecidos por terem roteiros bem elaborados e diálogos interessantes, mas sem dúvida sci-fi é com esta equipe. E aqui o roteiro foi muito melhor, afinal, a série Star Trek sempre teve uma conotação mais sócio-filosófica, e esta visão está presente no filme ... além de muita ação!

O elenco foi super bem, e sem dúvida os destaques vão para Simon Pegg, com seu irreverente Scott, e Zachary com o jovem Spock. Eu pesoalmente nunca imaginei nenhuma outra pessoa interpretando Spock, apenas Leonard Limoy - que participou deste filme, na verdade o único ator da série original a ter este privilégio - mas Zachary mandou muito bem ... acho que ele também é um vulcano! (assumo que Limoy é um vulcano!) Os efeitos especiais, como não poderia deixar de ser foram únicos, nunca havia visto a Interprise tão perfeita ... explosões realistas e etc. Só por isso já valeria a pena ver o filme! Não sou muito fã da série (sou um Star Wars, afinal de conta), mas gosto muito de filmes de ficção cintífica e este é um de qualidade ultra superior. Por falar nisso, não ser um fã pode explicar o proquê de eu ter gostado tanto do filme, afinal a história contata desde os anos 70 sobre o inicío da saga foi completamente alterada aqui ... tal alteração foi explicada (?) pela volta no tempo de uma personagem (cap. Nero) que altera o passado matando o pai do cap. Kirk ainda no começo do filme ...

Veja com certeza que vale muito a pena, reveja também ...

Nota: 9,5