A medida que vou assistindo aos filmes vou comentando ... pretendo colocar aqui, além das minha opiniões sobre o filme, alguns dados técnicos. Tudo para facilitar a tua vida quando pensar em ver um filme!
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Besouro


Informações Técnicas:
Título Original: Besouro
País de Origem: Brasil
Gênero: Ação / Fantasia
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Globo Filmes
Diretor: João Daniel Tikhomiroff
Elenco:
Besouro ... Aílton Carmo
Mestre Alípio ... Macalé
Dinorá ... Jéssica Barbosa
Quero-quero ... Ânderson Santos de Jesus
Coronel Venâncio ... Flávio Rocha
Sinopse:

Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que - ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da ciência moderna - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. A história se passa no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

O que achei:

Estava ansioso para ver este filme, sou praticante de capoeira e canto Besouro Manacá a muito tempo. Porém quando vi o trailer fiquei receoso de como iriam levar o filme ... o pior que eu tinha uma certa razão! A roteirista tem uma série de filmes já lançados, inclusive Salve Geral (2009) - que ainda não vi, mas já estou providenciando - indicando que poderia fazer algo muito interessante. O diretor, que também co-assina o roteiro, o que o torna duplamente "culpado"., é de poucos filmes, mas está aí desde 1972! Na verdade, acho que as várias lendas sobre o Besouro atrapalharam o foco deste filme, e as coisas ficaram perdidas ... com falas pobres, cenas desnecessárias e explicações vitais para o enredo perdidas! As lutas foram coreografadas por um super astro do gênero, que também assina Máquina Mortífera 4 (1998); Kill Bill vol. 1 e 2 (2003 e 2004, respectivamente), O Reino Proibido (2008) - só para citar os mais conhecidos - mas este foi o problema ... as lutas ficaram orientais de mais, por exemplo, as cenas de voo - na lenda do Besouro ele realmente voa - ficaram totalmente estilo filme "B" de kung-fu!

O elenco contou com vários desconhecidos, as interpretações foram de medianas para fracas ... mas eu queria ver luta, e a capoeira foi bem convincente. Se por um lado a maioria não era atores, por outro eles são capoeiristas! O enredo trouxe também vários assuntos ligados a cultura afro-brasileira, como a religião e as lendas, a luta pela sobrevivência, etc. Não sou especialista em candomblé, mas achei interessante como as entidades se associaram na história, tanto ajudando como atrapalhando os diversos personagens. A história se passa após a abolição da escravatura, mas os negros ainda são tratados como escravos ... existindo até o castigo do açoite no pelourinho! Acredito que isso seja a mais pura verdade, não duvido que isso aconteça hoje, no século XXI! Para mim, aí é que está a beleza deste filme, mostrar para todo mundo o que foi o Brasil do início do século XX, racismo e opressão, alertar que isto ainda não está vencido e que devemos nos esforçar. Mostrar a nobre arte da capoeira também é válido, assim como várias de suas cantigas que fazem parte da trilha sonora. Agora se você quer ver um filme com um bom enredo e ótimas interpretações, não é este ... uma pena. Mas é um começo!

ps.: cresci vendo filmes de Bruce Lee e similares, querendo ser um grande lutador de karatê (quem nunca quis, depois de Karatê Kid, 1984) ... mas hoje vejo que temos um produto nacional tão bom quanto, ou ainda melhor, que está muito pouco explorado: a capoeira!

Vale mais pela curiosidade do que pelo filme em si!

Nota: 7,0



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Preciosa: Uma História de Esperança


Informações Técnicas:
Título Original: Precious: Based on the Novel Push by Saphire
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: PlayArte
Diretor: Lee Daniels
Elenco:
Preciosa ... Gabourey Sidibe
Mary ... Mo'Nique
Carl ... Rodney 'Bear' Jackson
Srta. Rain ... Paula Patton
Sra. Weiss ... Mariah Carey
Enfermeiro John ... Lenny Kravitz
Rita ... Stephanie Andujar
Rhonda ... Chyna Layne
Jermaine ... Amina Robinson
Joann ... Xosha Roquemore
Consuelo ... Angelic Zambrana
Tootsie ... Aunt Dot
Sinopse:

1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e humilhada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e obesa também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho resultado dos abusos do pai, cujo apelido é "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, novamente devido aos estupros do pai, Preciosa é suspensa da escola. A diretora consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.

O que achei:

Lendo a sinopse e juntando os fatos sobre a personagem principal: adolescente negra, obesa, semi-analfabeta, estuprada várias vezes pelo pai - com quem teve dois filhos, um deles com Síndrome de Down - humilhada pela mãe e soro positiva ... sinceramente achei que seria algo do tipo "choro compulsivo" do início ao fim! Nada disso, os roteiristas estão de parabéns, souberam fazer um filme cativante que prende o espectador ... dramático, mas na medida certa. O diretor também tem seu papel nisto, pois conseguiu o melhor de cada atriz, pois elas foram incríveis aqui. Uma grata surpresa, pois esta equipe é praticamente novata, uma prova da ótima renovação que estamos por acompanhar no cinema mundial. Mesmo num filme deste tipo ,conseguiram colocar cenas de comédia, nada pastelão ou denigrindo a imagem de alguém, apenas um humor simples e inocente. O enredo é excelente, e usar a imaginação como escape para a Preciosa foi uma ideia genial.

O elenco é composto basicamente por iniciantes, não necessariamente desconhecidos, visto que temos Mariah Carey e Lenny Kravtz - ela foi muito bem, ele fez o estilo "guri da Malhação" - e alguns rostos que você olha e pensa "Qual filme que eu já vi com ele(a)?" ... Mas o destaque mesmo fica por conta de Gabourey Sidibe, uma estreante em um papel nem um pouco fácil (a protagonista da história) com toda uma carga dramática e psicológica a ser transmitida ... acho que ela conseguiu! Só para se ter uma ideia, ela foi indicada ao Oscar 2010 como melhor atriz, não acredito realmente que ganhe, mas já é muita coisa uma indicação em sua estreia nos cinemas. A trilha sonora é suave, o enredo se mantem sozinho ... acho até que uma trilha mais densa poderia ter estregado a história! O que faz o drama no filme, a meu ver, é sua realidade, pois estas coisas podem, e acontecem! Existem "Preciosas" por aí, perdidas e sem esperança, pode haver uma na casa ao lado da sua, agora mesmo ... e mesmo assim, o filme traz uma mensagem de esperança. Em suma, um ótimo filme de drama, mas sem ser piegas e com um final absolutamente real!
Veja que vale a pena com certeza ...

Nota: 9,5



Quero ver este filme!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Autumn


Informações Técnicas:
Título Original: Autumn
País de Origem: Canada
Gênero: Terror
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Renegade Motion Pictures
Diretor: Steven Rumbelow
Elenco:
Michael ... Dexter Fletcher
Carl ... Dickon Tolson
Emma ... Lana Kamenov
Philip ... David Carradine
Sinopse:

Bilhões estão mortos e os poucos que restam começam a perceber que nada mais será como antes ... inicialmente, quando os mortos começam a subir, eles não são muito ameaçador. No entanto, em um curto período de tempo, a balançante corpos começam a ficar para trás os seus mais básicos sentidos e isso os torna muito mais perigoso. Quando os mortos se tornam atraídos à luz e som, os sobreviventes não têm opção, mas a viver no silêncio escuridão.

O que achei:

Mais um filme "B" e com zombies ... realmente gosto deste estilo - rss - mas este tenta fazer algo mais próximo de um filme comercial, com um enredo coerente. Isso mesmo, por mais louco que seja, tem uma história razoavelmente lógica por traz dos acontecimento e o enredo se fecha. Olha que o roteirista é um iniciante - este foi seu primeiro trabalho - assim como o diretor. Bem, o diretor não chega ser um principiante, pois seu primeiro filme é de 1976 (Rei Lear), mas dirigiu poucos, e aqui, como nos seus últimos trabalhos, ele co-assina o roteiro. O enredo inicia de forma bastante clássica, pessoas morrendo devido a um vírus - bem ao estilo da série Extermínio ou Resident Evil, para mim os maiores representantes deste gênero. O problema que o desenrolar da história ficou lento, os caras tentaram passar um drama, tipo: ficar imaginando as pessoas que você ama mortas e agora se levantando, vagando pelo mundo ... na verdade, isto foi bem interessante a ideia, mas travou o desenrolar da história. Por exemplo, as coisas ficam feias mesmo apenas no final do filme ... e isso com mais de 1 hora e meia ... chato para o gênero terror "B" (o filme tem quase 2 horas, uma raridade).

O elenco segue o padrão de ilustres desconhecidos, exceção ao David Carradine que protagoniza várias séries da TV americana desde os anos 70 ... recentemente representou o Bill no filme Kill Bill, vol. 1 e 2 (2003 e 2004, respectivamente) - de longe o ator mais conhecido do elenco - aqui com sua interpretação padrão e nada excepcional, porém convincente. Pelo que vi no IMDB, o ator Dexter Flecher é bem conhecido na TV, mas deve ser apenas na canadense ou na americana, pois não o reconheci! Os efeitos especiais são nulos, beirando ao ridículo, principalmente quando mostra os carro em movimentos ... bem ao estilo do cinema anos 40! As maquiagens são mais interessantes, mas nada convincente ... claro que a podridão progressiva nos zombies foi mais uma ideia interessante do diretor, passa uma certa veracidade ao fato - dentro do limite é claro! A pior nota vai mesmo para a trilha sonara, no mínimo dispensável, silêncio seria mais interessante ... ou ainda, eu batendo numa panela - rss. Resumo da ópera: um filme "B" com todas as característica peculiares ao gênero, mas com uma qualidade a mais, diria que é um "B+".

Para quem gosta do gênero é uma boa pedida ...

Nota: 6,5



quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Edges of Darkness


Informações Técnicas:
Título Original: Edges of Darkness
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Zapruter Productions
Diretor:Blaine Cade & Jason Horton
Elenco:
Stan ... Alonzo F. Jones
Stellie ... Shamika Ann Franklin
Natalie ... Annemarie Pazmino
Paul ... Lee Perkins
Heather ... Michelle Rose
Marcus ... Xavier Jones
Dean ... Jay Costelo
Dana ... Alisha Gaddis
Sinopse:

O filme narra três histórias paralelas num cenário dominado por zombies e o mundo fadado ao caos: 1) com sua fonte de alimento escassa, um casal de vampiros sequestra uma jovem. Eles pretendem sangrá-la lentamente para sobreviver. Claro que as coisas não saem exatamente como o planeado; 2) Dean, um escritor obcecado por temas de horror, vive com sua esposa, Dana. Dean mantém sua sanidade, enterrando-se na sua escrita, e instala um novo processador para color o seu computador no seu poder máximo, mas logo descobre que há um alto preço a pagar; 3) Heather, salva uma mãe e o seu filho de uma horda de zombies. Ela leva-os de volta para o local onde se refugia. No entanto, descobre que a mãe e o filho estão em fuga de um grupo de religiosos.

O que achei:

De vez em quando gosto de ver um filme "B", especialmente os do gênero terror. É bom ver coisas propositalmente mal feitas ... acho que é para isso que os filmes "B" são úteis. Mas pelo menos eles costumam ter uma história coesa! O que não é o caso deste ... sinceramente o filme tinha um potencial ... realmente três histórias contatas ao mesmo tempo, com zombies e vampiros, interagindo e buscando sua comido - os humanos - teria tudo para dar certo, mas não deu! O enredo ficou fraco e perdido, os roteiristas - que também assinam a direção - não souberam finalizar nenhuma das três histórias propostas. No final das contas ficou um filme sem começo, nem meio e muito menos um fim ... coisa mais louca! Claro que um mundo repleto de zombies e vampiros não é nada normal, mas daria para fechar um enredo aí ... pensei até que poderia ser apenas coisas da cabeça do escritor (o personagem Dean), seria um final interessante. Pode ser amadorismo dos caras, ou presunção minha, mas eu faria algo melhor com este enredo.
Claro que o elenco não poderia ser grande coisa, e não foi, filmes "B" têm esta característica ... embora nada empeça de grandes atores começarem neste gênero. As atuações foram sofríveis, com diálogos ridículos - mas eu culparia os roteiristas neste caso. Os efeitos especiais são primários, mas era bem o que eu esperava ... filme de zombies cheios de efeitos especiais perde um pouco a graça! Mas acho que poderiam ter colocado uma trilha sonora mais interessante, que tivesse mais a ver com o filme, pois do jeito que ficou melhor seria não ter colocado nada! Na real, acho que os caras tentaram unir muita coisa ... tem satanismo - inclusive com a presença do próprio anticristo - padres guerreiros, zombies, vampiros, humanos tentando sobreviver, discussões de relacionamento, crítica social ... uma salada!

Ps.1: sinceramente o pior de tudo foi o barulho quando se tira sangue com uma seringa ... todo mundo sabe que isso não faz barulho - para que então colocaram isso no filme - e mesmo se fizesse não seria nada parecido com isso, que para mim era alguém pisando num tomate meio podre!

Ps.2: não confundir com um filme estrelado pelo Mel Gibson com o mesmo nome, e lançado quase na mesma época! Filme este que eu ainda não vi e nem posso comentar (ainda).

Não sei se vale a pena ... só se for fã de terror trash mesmo ... e olhe lá!

Nota: 5,0 (só porque a ideia de 3 histórias paralelas é boa)