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terça-feira, 31 de julho de 2012

Anônimo

Informações Técnicas:
Título Original:  Anonymous
País de Origem: Reino Unido e Alemanha
Gênero: Drama / Histórico
Ano de Lançamento: 2011
Estúdio/Distrib.: Colombia Pictures
Diretor: Roland Emmerich
Roteirista: John Orloff 
Elenco:


          Conde de Oxford ... Rhys Ifans
          William Shakespeare ... Rafe Spall
          Rainha Elisabeth I ... Vanessa Redgrave
          Ben Jonhson ... Sebastian Armesto
          Conde de Southampton ... Xavier Samuel
          Conde de Essex ... Sam Reid
          William Cecil ... David Thewlis
          Robert Cecil ... Edward Hogg

Sinopse:

Inglaterra, governo da rainha Elizabeth I (Vanessa Redgrave). William Shakespeare (Rafe Spall) é um dos dramaturgos mais celebrados de sua época, autor de obras incensadas como "Othello" e "Romeu e Julieta". Sua origem humilde e o fato de jamais ter publicado algo além das peças teatrais sempre despertou dúvidas sobre se seria realmente o autor do trabalhos atribuídos a ele. Um dos principais candidatos a ser o verdadeiro autor das obras é o Conde de Oxford (Rhys Ifans), que viajou por todas as cidades descritas nas peças de Shakespeare e cuja vida é bastante parecida com a descrita em "Hamlet".


O que achei:

Típico filme na linha "teorias da conspiração" ... o que cai como uma luva para o povo inglês que adora uma conspiraçãozinha (gosto herdado por sua ex-colônia, os EUA) ... mas na verdade, quem não gosta disso de vez em quando, não é mesmo? Eu já tinha ouvido falar sobre esta hipótese - de não ter sido Shakespeare - o verdadeiro autor das peças mais famosas da língua inglesa. Para nós que não somos ingleses, fica um pouco difícil imaginar o que seria esta afirmação, mas pensem que Shakespeare não só escreveu as peças mais famosas, como incluiu termos na história mundial ("Até tu, Brutus", peça de Júlio César) e ainda criou grande parte da gramática inglesa moderna ... o que torna quase primordial sua correta identificação! O filme aponta para o maior suspeito, mas ainda assim, não existem provas sobre nada disso ... na verdade, conhecendo como são as fofocas é bem provável que tenha algo estranho na história do Shakespeare real : quem sabe ele nunca tenha existido, ou nunca tenha escrito tantas peças - vide os vários textos que atualmente circulam pela internet "escritos" por Luis Fernando Veríssimo, Pedro Bial e Arnaldo Jabor - muitos daqueles que escrevem creditam a um famoso para dar mais aceitação aos textos ...

O filme foi dirigido pelo senhor cinema-catástrofe - Independence Day, 1999; O Dia Depois de Amanhã, 2004; são exemplos disso - o que me assustou inicialmente, mas com certeza ele soube dosar seus impulsos e criou um bom thriller. O elenco foi muito bem, destaco as interpretações de Rhys Ifans e Vanessa Redgrave, foram perfeitos, sabendo transparecer cada emoção e transmitindo muita realidade. Rhys sempre será o amigo louco de Hugh Grant em Um Lugar Chamado Notting Hill (1999), e talvez por isso, vê-lo em um papel mais dramático me chamou tanto a atenção. Já Rafe Spall interpretou um Shakespeare fanfarão, que caiu perfeitamente no enredo, mas a interpretação não foi assim muito convincente. Achei bem interessante como a história pula dos dias atuais para o final do reinado de Elisabeth I, e o dinamismo do enredo te prende até o fim, mesmo sabendo como as coisas devem terminar. Mas no final ainda me restou uma pergunta ... seria possível realmente suportar ver outro receber os elogios pelo o que você vez? ...


Assista, que vale a pena.


Nota: 8,5

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